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domingo, 24 de março de 2013

Última Entrevista de Mike Mentzer


Essa entrevista do Mike como sendo a ultima, é muito interessante. Ele fala sobre os mitos que diziam que ele estava ficando louco perto da sua morte, como correr pelado, beber a própria urina etc.. aqui ele comenta sobre tudo isso. Eu nunca tinha lido essa entrevista achei hoje mesmo só que estava em alemão e traduzi pro português pelo Google Translate, então ignorem os erros.
Para os fãs de Mentzer essa entrevista vai trazer lagrimas nos olhos, porque sem duvida Mentzer foi um cara brilhante! Um fisiculturista de muita personalidade, inteligencia que trouxe muitos debates para esse mundo, que de uma forma ou outra é fundamental! Boa leitura.
Apenas algumas semanas antes da morte de Mike Mentzer,em 10 Junho de 2001 ea morte de seu irmão Ray, dois dias depois, disse Mike é uma sessão de perguntas e respostas com a revista “O Sanduíche”. Nesse sentido, sua última entrevista, Mike revela pela primeira vez, coisas muito pessoais sobre si mesmo e de sua filosofia de vida.

ANOREXIA, BULIMIA E BIGOREXIA


Por Rodolfo Peres
John aos finais de semana costumava levar sua namorada Sally (modelo profissional, 1.78 de altura olhos azuis piscina e magríssima) aos finais de semana para jantar nos melhores restaurantes de Birmingham na Inglaterra. Por lá refeições deste tipo são divididas em etapas. Uma entrada com pães, torradas e patê, sopa de legumes, o prato principal (algo como pato assado com batatas e vegetais), torradas com queijos diversos e a sobremesa a seguir ( muffins ou chess cake com sorvete). John e Sally gastavam cerca de 2 horas para comer a sua farta refeição de fim de semana a um preço de aproximadamente 90 libras acompanhado de vinho. Ótimo investimento, não fosse o costume de Sally após o término da refeição de, discretamente se direcionar ao toalete e em menos de 30 segundos vomitar voluntariamente tudo o que havia comido em 2 horas sem colocar o dedo na garganta. Sally retornava a mesa como se nada tivesse acontecido para um “chazinho digestivo”.
Em 6 meses de relacionamento John já havia levado Sally 3 vezes ao hospital com severa perda eletrolítica e a beira de uma parada cardíaca.
Do outro lado da cidade de Birmingham, mora o Chef de cozinha Gary. Fisiculturista amador e obcecado por si mesmo, Gary está pronto a pagar qualquer preço para otimizar o seu desenvolvimento muscular. O mundo gira em torno de si mesmo em detrimento da esposa e do filho recém nascido.
Tudo é o seu treino, suas refeições, seus suplementos e seu esteróides que não podem faltar. Apesar de já bem desenvolvido fisicamente Gary está constantemente se comparando com os atletas profissionais e se achando muito “pequeno”. Com o passar do tempo a sua esposa insatisfeita com o autocentrismo e a indiferença de Gary pela família resolve deixálo e viver sozinha com o filho. Gary na verdade sente um alívio, só acha falta mesmo das refeições religiosamente preparada pela cônjuge que já se fora.
Os nomes são fictícios mas as Histórias verdadeiras e refletem distúrbios diametralmente opostos mas correlacionados como estudaremos a seguir.
A anorexia nervosa é uma doença caracterizada por muita perda de peso induzida ou sustentada pelo próprio paciente. O distúrbio afeta comumente garotas adolescentes e mulheres jovens, mas garotos adolescentes e homens maduros também podem ser afetados, como também pode afetar crianças se aproximando da puberdade e mulheres mais velhas próximas da menopausa. Apesar das causas da anorexia não serem totalmente esclarecidas existe uma crescente evidência de que a interação de fatores socioculturais e biológicos contribuem para a causa, uma espécie de combinação entre mecanismos psicológicos e vulnerabilidade da personalidade. O distúrbio é associado com subnutrição que acaba por resultar em alterações endócrinas, mudanças no metabolismo e em outras funções do organismo. À partir dai, sobram algumas questões a serem esclarecidas correlacionadas com diversas formas de comportamento tais como: opção pela restrição alimentar auto induzida ( anorexia ), excesso de exercícios físicos, vômito auto induzido ( bulimia) e conseqüente desequilíbrio eletrolítico.
Observem que a perda descontrolada de eletrólitos causa câimbras musculares e como o coração também é músculo a ocorrência de uma parada cardíaca pode ser eminente e fatal.
Muitas garotas se preocupam em demasia com a sua aparência física. Elas acham que não se aparentam fisicamente como a sociedade gostaria. Estatísticas demonstram que 89% de garotas americanas se preocupam com isto o tempo inteiro. Na verdade os próprios meninos esperam que as garotas se pareçam com modelos de revistas.
Este é um problema muito delicado pois estamos lidando com auto imagem e auto confiança.
Muitas vezes inocentemente podemos tentar afirmar que a pessoa não vale como ela se parece por fora e sim por dentro. Mas se fosse tão fácil assim porque tantas pessoas sofreriam com isto?
Somos da opinião que a mídia tem uma grande parcela de culpa nisto ao vender imagem de mulheres perfeitas em revistas, só que a maioria são tratadas por computador e não representam a pessoa como ela realmente é, ou seja, são imagens irreais.
Agora, se a mídia não tivesse tanta parcela de culpa assim, porque nossas avós não estavam preocupadas a tal ponto com a sua aparência e viviam de bem com estrias e celulite?
Este distúrbio teve uma evolução mais drástica nos últimos 30 anos tendo como pano de fundo o padrão de beleza imposto “ser magra é ser bela e portanto feliz”. Este comportamento surgiu com os modelos Twiggy nos anos 60 e ganhou força nos anos 90 com a modelo magríssima Kate Moss. Muitas mulheres desejando muito ter um corpo esbelto e passam a travar um luta contra a sua própria natureza na ânsia de emagrecer, mesmo sem necessidade nenhuma.
Recentemente um interessante transtorno dismórfico diametralmente oposto a anorexia foi sugerido pelo Dr Eric Hollander da Escola de Medicina Monte Sinai em Nova Iorque. Nesta patologia, o paciente se preocupa com pequenos ou imaginários defeitos. A patologia foi denominada de bigorexia (dismorfia muscular). Os anoréxicos se consideram gordos não importa o quão magro estejam. Os bigoréxicos se consideram franzinos não importa o quão grande sejam.
Uma forma exagerada de considerar que algo não esta bem parece estar correlacionado com disfunções químicas. Nestes casos o tratamento tem a ver com a manutenção dos níveis de serotonina no cérebro tal como na depressão.
Se o nível de serotonina está baixo no cérebro, não é possível desligar a campainha mental que soa quando as coisas não estão bem e continua soando mesmo quando as coisas estão bem.
Observem que o culturismo pode ser muito saudável, mas as pessoas afetadas por esta disfunção acabam por deixar que o seu treinamento interfira nas relações familiares e com os amigos, no trabalho e na manutenção da saúde.
Profissionais de Academias jamais devem sustentar sonhos impossíveis ou sacrificantes demais para as estruturas emocionais de certas pessoas. Devemos sim traçar um plano saudável para que controladamente possamos conduzir pessoas a conquistas de seus objetivos sem que percam a saúde física e mental.
A conquista do sonho de um corpo “sarado” começa com uma mente saudável.
Se as estruturas emocionais estiverem muito frágeis o encaminhamente para um profissional especializado (psiquiatra ou psicólogo) se torna necessário.

Melatonina: uma nova fonte da juventude?


Hormônio da juventude
A melatonina pode reduzir a velocidade com que surgem os efeitos do envelhecimento. Uma equipe de pesquisadores da universidade francesa Pierre et Marie Curie descobriu que um tratamento baseado na melatonina pode retardar os primeiros sinais do envelhecimento em um pequeno mamífero.
Os resultados foram publicados na revista científica PLoS ONE.
Mais conhecido como o hormônio da “manutenção do tempo”, a melatonina é um neuro-hormônio secretado naturalmente pelo corpo durante a noite. Ele é uma espécie de sinal biológico para a chegada da noite, permitindo que o organismo sincronize seu funcionamento com o passar do dia e da noite.
Primeiros sinais do envelhecimento
Elodie Magnanou e seus colegas estudaram os efeitos de longo prazo da melatonina utilizando como modelo animal o musaranho-de-dentes-brancos, um pequeno mamífero insetívoro de hábitos noturnos.
Sob condições normais, este animal apresenta os primeiros sinais do envelhecimento após os 12 meses de idade, principalmente através da perda do ritmo circadiano em suas atividades.
Administrando melatonina continuamente ao animal, começando um pouco antes dos 12 meses de idade, os pesquisadores verificaram que os primeiros sinais do envelhecimento foram retardados em pelo menos 3 meses, o que é considerável levando-se em conta a expectativa de vida do musaranho.
Efeitos benéficos da melatonina
Os cientistas já relataram vários efeitos benéficos da melatonina, incluindo seu papel como antioxidante, antidepressivo e ajudando a resolver problemas relacionados ao sono.
O próximo passo da pesquisa será entender o mecanismo de ação do hormônio no processo de envelhecimento. Isto terá que ser feito antes que o tratamento possa ser avaliado em humanos.
A melatonina é uma substância natural semelhante a um hormônio que é produzida na glândula pineal (localizada profundamente no cérebro) e por outros tecidos, como o aparelho gastrointestinal. Ela está relacionada, de várias formas, com o ritmo circadiano e a regulação fisiológica do organismo, ajustando e mantendo o relógio biológico que administra o ritmo de funcionamento do corpo. Do ponto de vista experimental, a melatonina modifica a imunidade, a resposta ao estresse e algumas características do processo de envelhecimento.
No contexto clínico, tem sido utilizada nos distúrbios do ritmo biológico, alterações relacionadas ao sono e o câncer. Ela possui vários e significativos efeitos biológicos. Foi lançada no mercado em 1993. Na área de distúrbios do sono, a melatonina tem se mostrado eficaz no tratamento de uma condição denominada síndrome da fase do sono retardada e na correção de alterações do ritmo circadiano ligados a mudanças de fuso horário e pelo trabalho. Os pesquisadores estudaram os efeitos anti-câncer da melatonina, que parece funcionar em conjunto com a vitamina B6 e o zinco, opondo-se à degradação do sistema imunológico proporcionada pelo envelhecimento.
Um trabalho recente descreve a utilização da melatonina no tratamento dos distúrbios do sono em crianças hiperativas e com comprometimento neurológico: pequenas doses noturnas corrigem as alterações do sono, e os investigadores observaram uma melhora no humor e um posicionamento social favorável e mais estável em crianças que receberam melatonina. A melatonina também pareceu promissora no tratamento de problemas femininos, como a osteoporose, a síndrome pré-menstrual, e até mesmo o controle da natalidade. Por se tratar de um dos principais hormônios anti-estresse, participa ainda das funções adaptativas e estimulantes.
Bioquímica da melatonina
A melatonina estabiliza e sincroniza a atividade elétrica do sistema nervoso central. Por outro lado, a ausência da glândula pineal predispõe os animais a crises convulsivas. Muitos defendem que a pineal, atuando não apenas através da melatonina, é uma “estrutura tranqüilizadora que suporta o equilíbrio do organismo”, agindo como um órgão sincronizador, estabilizador e moderador. Isso sugere que a melatonina pode ter muitas aplicações em condições onde é importante estabilizar e harmonizar a atividade cerebral.
Contra-indicações
Ainda existem poucos dados sobre as influências indiretas da melatonina a longo prazo sobre o organismo. As pessoas devem descobrir qual é a melhor dose individual, iniciando-se com cerca de 3mg por dia. A melatonina tem de ser tomada à noite, de preferência algumas horas antes de dormir (17-20h). A dose ideal pode variar bastante entre pessoas diferentes, aparentemente devido a variações no metabolismo hepático dessa substância. A velocidade do metabolismo é fundamental para o incremento nas doses com o decorrer do tempo.
Alguns trabalhos recentes relatam alguns distúrbios do sono, principalmente pesadelos, com a utilização de altas doses de melatonina. Esses estudos foram publicados principalmente sob a forma de relatos de caso, mas devem ser levados em consideração por pessoas que acreditam não existirem efeitos colaterais. Deve-se lembrar que todas as drogas, particularmente quando utilizadas com doses inadequadas, apresentam efeitos colaterais.
Um dos aspectos mais importantes para o desempenho adequado (e um dos menos praticados) é o conceito de padrão de sono regular. Acredita-se que os atletas exigem muito do seu corpo e não dormem adequadamente, limitando a sua performance e a longevidade.
A melatonina e a saúde em geral
Hoje em dia, as pessoas têm uma vida cheia de estresse. Estima-se que cerca de um quarto da população apresenta distúrbios do sono. Além disso, a melatonina parece ser promissora para indivíduos portadores de doenças crônicas e os aspectos psicológicos negativos do estresse. Conseguir uma boa noite de sono ajuda bastante no processo de melhora. Os profissionais da área de saúde devem estar familiarizados com os benefícios e os efeitos colaterais do uso da melatonina, além das doses iniciais recomendadas. A ingestão durante o dia pode exacerbar as lesões provocadas pela luz em receptores dos olhos. Para a maior segurança, a melatonina deve ser tomada à noite.
Aumentando a produção de melatonina
A lista a seguir apresenta algumas observações relacionadas à produção de melatonina. Observando essas recomendações, é possível aumentar a produção de melatonina natural durante o transcorrer do dia.
  • Aproveite mais a luz do dia pela manhã. Dormir excessivamente pode dificultar a distinção entre a noite e o dia, reduzindo a amplitude dos ciclos sono-vigília.
  • Permaneça ativo durante o dia, restringindo os cochilos durante o dia a não mais que 30 minutos. A atividade física diminui a produção de melatonina durante o dia e atua também elevando a temperatura corporal.
  • Tente exercitar-se pela manhã, e não à tarde. A glândula pineal funciona como um relógio que precisa ser ajustado todos os dias. O melhor modo de fazê-lo é a combinação de luz e atividade física.
  • Evite a ingestão de cafeína e bebidas alcóolicas durante a noite.
  • Dê preferência a refeições maiores e ricas em proteínas durante o dia, comendo em menor quantidade uma dieta rica em carboidratos à noite. Os carboidratos promovem a produção e oferta de triptofano ao cérebro, aminoácido a partir do qual são produzidas a melatonina e a serotonina.
  • O jantar deve ser servido bem antes da hora de dormir. A digestão aumenta a temperatura do corpo, dificultando o sono.
  • Evite atividade física ou mental excessiva após as 18 horas. A liberação de hormônios ligados ao estresse provocado por essas atividades interfere com a produção de serotonina e melatonina.

Entrevista com Larissa Reis


Larissa Reis é talvez a atleta feminina que mais influenciou outras atletas brasileiras a competir no body fitness…
POR Kleber Caramello, MD Latino Brasil equipe
Aonde você mora, idade, e um breve relato de quando começou a fazer musculação e a competir no culturismo?
Tenho 33 anos, nasci em Brasília, Brasil. E estou atualmente vivendo em Las Vegas, USA. Desde pequena eu sempre estive muito ligada a este estilo de vida e a diferentes esportes, inclusive Jiu-Jitsu Brasileiro no qual sou faixa marrom.
Desde que me lembro ou estava praticando algum esporte ou na academia. Uma paixão que nasceu comigo! Comecei competindo em 2005, no campeonato Sul-Americano.
Minha inspiração e minha ídola foi Monica Brant, essa vontade começou quando eu estava trabalhando como modelo fitness numa loja de suplementos no Brasil e vi um poster dela, mexeu muito comigo, fiquei maravilhada e isso despertou minha vontade de entrar neste mundo. Meu espirito competitivo e meu amor por desafios só ajudou ainda mais.
Quem foi o seu maior incentivador a começar a competir, e quem lhe incentiva agora? Tem alguma espécie de patrocinador? Quem foram seus treinadores?
Monica Brant foi sem dúvida minha maior inspiração para começar neste mundo e competir. Ainda hoje ela o continua sendo.
Além disso minha inspiração é a minha família, amigos, fãs, patrocínios, simplesmente todo mundo que acredita em mim e sem dúvida eu mesma, sempre querendo me superar e me tornar melhor em todos os aspetos. Isso é o que me incentiva e me motiva todo dia, desde sempre.
Tenho vários patrocínios que eu já considero como sendo minha família, Nutrex Research, Suits by Amy e Pro Tan. Eles são simplesmente os melhores na indústria fitness. Me sinto muito grata em ter seu apoio e muito honrada por acreditarem no meu trabalho e dedicação.
Sem eles nada disto seria possível. Muito obrigado de coração!
Treinadores, somente tive o Waldemar Guimarães quando estava no Brasil, mas agora faz muito tempo que treino sozinha apenas.
Quais seus maiores títulos? Em quais categorias? Quais são as suas metas em um futuro próximo como atleta? Você vai mudar de categoria ?
Todos são importantes e cada um tem um significado especial. Mas o título mais importante para mim foi o Atlantic City Pro (2009), fui a primeira atleta brasileira feminina vencendo uma competição profissional nos USA.
Sempre competi em Figure (Body Fitness) e não tenciono mudar de categoria, eu adoro esta.
Meu objetivo é igual em todas as competições, representar o melhor possível todo mundo que torce por mim e me apoia. Enquanto me supero e me apresento na minha melhor forma física e mental possível.
Lista de competições:
’05 South American Championship – 1º lugar
’06 Brazilian Championship – 1º lugar
’06 World Championship, Barcelona – 3º lugar
’07 World Championship, Barcelona – 2º lugar (Ganhei meu estatuto IFBB PRO)
’08 New York Pro – 10º lugar
’09 Atlantic City Pro – 1º lugar
’09 New York Pro – 2º lugar
’09 Olympia – 12º lugar
’10 Arnold Classic – 6º lugar
’10 Olympia – 10º lugar
’11 Arnold Classic – 11º lugar
’11 New York Pro – 3º lugar
’11 Olympia – 10º lugar
’11 Sheru Classic – 6º lugar
’12 Arnold Classic – 7º lugar
’12 Australian Grand Prix XII – 3º lugar
’12 Europa Super Show Dallas – 2º lugar
’12 IFBB Culver City Tournament of Champions – 5º lugar
’12 Olympia – 10º lugar
’12 Arnold Classic Europe – 6º lugar
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Pode detalhar como é feito e dividido o seu treino e como é a sua dieta no dia a dia?
Claro! Mas quero lembrar todos vocês que meu treino e minha dieta são específicos para mim e para meu corpo, todo mundo é diferente. Isto é o que funciona melhor para mim, depois de muitos anos de experiência e conhecimento.
Tanto no treino como na dieta eu sempre vou fazendo mudanças de tempo em tempo quando sinto que meu corpo está precisando, por isso vou dar um exemplo de ambos para vocês.
EXEMPLO SEMANAL DE TREINO:
Dia 1: Pernas/Panturrilha/Glúteos e 1 hora e meia de aeróbio;
Dia 2: Hot Yoga por 90 minutos e 45 minutos de aeróbio;
Dia 3: Ombro/Peito/Tríceps e 1 hora e meia de aeróbio;
Dia 4: Hot Yoga por 90 minutos e 45 minutos de aeróbio;
Dia 5: Costas/Lombar/Bíceps e 1 uma hora e meia de aeróbio;
Dia 6: Hot Yoga por 90 minutos e 45 minutos de aeróbio;
Dia 7: Descanso;
Também faço 3x por mês deep tissue massage (quando me estou preparando para competir) e faço 1x por mês (em tempo de descanso).
É muito bom para soltar os músculos, a tensão e outros benefícios.
Exemplo semanal de dieta:
Refeição 1
Ovos
Espinafre
1 copo e meio de Farinha de Aveia
1/4 Grapefruit ou Kiwi
OU
2 doses Muscle Infusion
1 copo e meio Farinha de Aveia
1/4 Grapefruit ou Kiwi
Refeição 2
110-170g Peito de Peru
Espinafre
Refeição 3
110-170g de Bisão
Aspargo
1/2 Batata Doce
Pré-Treinamento
1 dose Lipo 6 Unlimited (novidade!) ou Lipo 6 UC, Hemo-Rage UC ou Hemo-Rage Turbo Shots
1 dose BCAA Drive
Intra-Treino
1 dose Defy
Pós-Treinamento
2 doses Muscle Infusion
1/2 copo de Amêndoas
OU
Off-Season:
2 Scoops Muscle Infusion
1 Scoop Volu-Gro e/ou Creatine Drive
Refeição 4
110-170g Peito de Frango
Brócolis
Refeição 5
110-170g Tilápia
Vagens
Quero a sua opinião nua e crua sobre os critérios de julgamento e sobre o padrão de corpo da categoria body fitness? Acha que esta categoria vai contra o biótipo da mulher brasileira?
Nunca se sabe totalmente o que estão procurando e os critérios de julgamento mudam de competição para competição (diferentes avaliadores), por isso eu deixo isso para eles, é um trabalho difícil.
E esta categoria Figure (Body Fitness) não vai contra o biótipo da mulher brasileira, existem competidoras de todo mundo e todo mundo tem genética diferente. Na minha opinião o objetivo é obter uma boa simetria geral, dar sempre prioridade para as partes de seu corpo que quer melhorar para igualar e ter um bom equilíbrio com o resto. Dedicação é o truque.
Você acredita que em um futuro breve as mulheres vão ser melhor remuneradas no esporte que pratica? Ou pensa que a desvalorização é culpa das próprias atletas que não encaram o esporte como um portão para uma profissão?
Nada disso! A culpa não é das atletas, pelo menos da maior parte. Esta profissão e estilo de vida não são fáceis, além de muita dedicação, muito trabalho árduo e perseverança também é necessário chegar o nosso momento (sorte) mas acredito e espero que em um futuro breve tudo isto irá ser melhor e isso vai ajudar muito todos os atletas sem dúvida.
Quem é ou são seus maiores ídolos (as) no esporte e suas maiores referenciam nacionais e internacionais?
Todos os atletas me inspiram de maneira diferente, mas meus maiores ídolos são minhas colegas de equipe Nathalia Melo e Stephanie Mahoe. Também a minha amiga Oksana Grishina e como já falei Monica Brant.
Por fim todas as mulheres brasileiras, são igualmente meus maiores ídolos e inspiração.
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Meu novo website já está no ar www.larissareis.net
Espero que curtam, foi feito pensando em todos vocês!
Também me podem seguir em:
Facebook @ LarissaReisInc
Twitter @ LarissaR_IFBB
Instagram @ LarissaReis007
E ver meus video blogs regulares em:
www.nutrex.com
Xoxo, Larissa Reis

sexta-feira, 22 de março de 2013

Entrevista com Juju Panicat


Achei essa entrevista e resolvi postar no blog porque creio que essa Juju seja ai uma inspiração pra muitas mulheres hoje em dia que adoram ver TV. Pra ser sincero eu não vejo o panico, mas sem duvida as assistentes de palco são lindas! Então segue a entrevista feita por uma moça que mantem um blog só sobre a Juju.

Oi Jú,
Gostaria de agradecer a oportunidade que está dando aos seus fãs de saberem mais sobre você! A galera ficou desesperada quando falei pra me mandarem perguntas, chegaram pra mim, 41 perguntas, mas claro que não vou fazer isso com você rsrs!
Vamos as perguntas:
1- Você faz período de ON/OFF? Como você faz para ganhar massa e não ganhar nada de barriga junto?
Juliana: Não, nunca faço. ON seria para secar e definir mas eu não gosto de emagrecer então estou sempre fazendo dieta e treino para
hipertrofia, sempre pra manter ou até aumentar massa magra. Na verdade ganhei barriga sim ao longo dos anos e então fiz hidrolipo pra tirar pq não
adianta: não tem como ganhar massa sem ganhar barriga. Mas fazendo abdominais dá pra secar um pouquinho ! Se comer certo a barriga não vai acumular gordura, só se vc estiver comendo errado !
2- Quais os cuidados com o cabelo? Shampoo, creme… tratamento…
Juliana: Uso shampoo e condicionador sem sal pra cabelos secos pois o loiro resseca muito. Faço muita hidratação, queratina mas mesmo assim fica um pouco sequinho. Quase não escovo os cabelos para não quebrar, só escovo quando termino de lavar e depois não mais e quando escovo faço sempre nas pontas primeiro e vou subindo bem devagar pois escovar com força e começando pela raiz acaba com o cabelo !
3- De quanto em quanto tempo você muda o treino?
Juliana: Estou mudando toda semana, não tenho um treino fixo pois meu corpo já está numa fase que nada funciona mais ! Ele precisa de muito estímulo pra
ter resultado, já acostumou com tudo…
4- Você já falou de clínicas de estética, quais tratamentos você faz pro corpo? (celulites, estrias e tals).
Juliana: Já fiz carboxiterapia pras estrias, foi muito bom. Pra celulite é só treino e alimentação mesmo, nenhum tratamento estético funciona, é ilusão ! Mas pode complementar com radiofrequência e vácuo.
5- Você faz aeróbico?
Juliana: De vez em quando se me sentir inchada, uns 20 min de esteira ou transport
6- Qual seu manequim? (calça, blusa…)
Juliana: Calça 40, 42 (na verdade nunca uso calça pq odeio, me aperta e não encontro pro meu tamanho, então estou sempre de shorts e saia)
blusa P
sapato 36
7- Quantos mls têm seu silicone?
Juliana: 330 ml
8- Quais são suas medidas? Quadril, coxa, cintura, abdômen, braços, e tudo mais, aposto que todas as meninas vão querer alcançar esse números. (sabemos que você não mede há muito tempo… mas faz isso pra gente? rsrs)
Juliana: Putz! Acho que devo estar com 63cm de coxa, 70cm de cintura, 93cm de busto, 102cm de quadril, 31cm de braço.
9- Você está sempre viajando a trabalho, como você consegue manter sua alimentação nas viagens? E quando você está no meio de um evento e dá o seu horário de comer, o que você faz?
Juliana: Ando pra qualquer lugar com uma bolsa térmica onde levo toda a minha dieta. Se eu for para algum evento me alimento antes e depois. Em gravações tb, levo tudo e como certinho.
10- Qual a carga que você pega nos seguintes aparelhos: leg press, agachamento livre ou guiado, banco extensor, 4 apoios, flexor e hack ?
Juliana: Leg press – 380 kg
Agachamento – 100 kg
Extensora- 45 kg
Flexora- 35 kg
Hack – 100 kg

Musculação: Entrevista com Dorian Yates


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Conversando com Dorian Yates
Por Brian D. Johnston
BDJ: Sua primeira aplicação séria ao exercício, enquanto sendo um treinamento breve, intenso e infrequente, foi altamente influenciado por Arthur Jones e Mike Mentzer. O que o levou a escolher aquela direção ao invés de métodos mais tradicionais?
DY: Eu sou um pensador muito lógico e a informação de Jones e Mentzer chegou até mim de uma maneira lógica. Eu também sou uma pessoa do tipo de que se eu tiver que fazer algo, eu primeiro observarei a natureza da ação, analiso, e obtenho o máximo de informação sobre isso o quanto eu possa. Eu não me lembro sobre como eu encontrei toda a informação necessária para tomar minha decisão, mas eu tentei armazenar tantos dados quantos eram possíveis, decifrei e vi o que fazia sentido. Então eu combinei aquela informação com a experiência prática e escutando meu corpo de perto. Rapidamente eu descobri que uma vez tendo ultrapassado um certo nível de volume ou frequência (n.t. de treinamento) eu experimentava os sinais de overtraining, quando você não está se recuperando, quando você não dorme bem, quando seu sistema nervoso sofre uma baixa e quando você já não faz progresso. Isto indicou claramente para mim que eu precisava reduzir e alterar ligeiramente minha abordagem – ao treinamento. Durante os anos eu refinei meu programa baseado nos princípios e relações de intensidade, volume, frequência e recuperação adequada. Assim, embora lendo as informações dadas por Jones e Mentzer, tendo conversado e treinado com Mentzer algumas vezes, eu peguei o que eles disseram e combinei isto com métodos tradicionais e criei meu próprio híbrido de treinamento de alta intensidade. Eu não concordo com algumas das coisas ditas por Jones e Mentzer, inclusive sobre o treinamento do corpo inteiro em uma sessão.
BDJ: Eu concordo. No treinamento de pernas eu fico praticamente esgotado… Se não fisicamente, pelo menos mentalmente.
DY: Sim… Isso é simplesmente muita coisa. Algumas coisas soam bem teoricamente, mas elas não funcionam na prática. Assim, você tem que combinar as duas. Aqui é onde você lê ou reflete a respeito da abordagem teórica, então aplica isto ao seu treinamento, enquanto faz ajustes ao longo do caminho. Se não funcionar de modo prático, então aí está a sua resposta. Você não deve se abater e pensar, ” bem, por que não está funcionando “? Você tem que se mexer e procurar por qualquer outra coisa, enquanto ainda adere aos princípios da alta intensidade. Eu tenho pegado qualquer informação que eu achei útil e descartado o resto. Eu tenho feito isto com pessoas desde os graus mais baixos do bodybuilding até o topo, inclusive Mentzer e Jones. Eu sempre sou ávido por algo novo. Mas entre todos, ninguém alguma vez foi meu treinador ou nutricionista. Ao invés, eu escuto sugestões e aproveito o que eu quero e descubro o que funciona ou não funciona para mim. Isso é o que me atraiu ao bodybuilding… Eu era o responsável pela vitória ou derrota.
BDJ: Você aplicava alguma tática de treinamento em particular ou alguma variável de intensidade a um grupo muscular deficiente?
DY: Isso tem muito a ver com o que eu fazia. Para músculos em deficiência eu os treinaria no começo de um treinamento ou perto do começo, quando meus níveis de energia mentais e físicos eram mais altos. Eu também usava diferentes técnicas de intensidade, mas não todas ao mesmo tempo. Obviamente eu treinava até a fadiga, e então incluía repetições forçadas e negativas adicionais algumas vezes. Eu sempre enfatizava a fase negativa desde que esta é da mesma maneira tão importante ou mais importante que a fase positiva, sendo que muitas pessoas esquecem disso e só se concentram em erguer o peso. As micro-lesões acontecem principalmente durante a fase negativa que é responsável pela resposta de crescimento. Quando eu fazia as negativas por último, elas eram feitas em máquinas devido a um melhor controle. Às vezes eu também usava uma versão modificada do sistema de repouso-pausa, treinando pesado para 5-6 repetições, descansando durante aproximadamente 10 segundos, e fazendo outras 1-2 repetições. Eu também fazia drop sets, enquanto executava 6-8 repetições até a fadiga, diminuindo um pouco o peso, fazendo então outras 3-4 repetições até a fadiga, ou ainda parciais ao término da série. Eu tentei pré-esgotamento, mas não funcionou para mim… Esse é um exemplo de um método tradicional de alta intensidade que soa bem teoricamente, mas que não funciona tão bem na prática. Frequentemente as pessoas cometem o erro de que se eles têm um grupo muscular de desenvolvimento lento, pensar que eles deveriam aumentar o volume ou a frequência, e isso não vai ajudar.
BDJ: Relativo ao pré-esgotamento, eu conheço alguns indivíduos que obtiveram resultados excelentes nessa técnica. Obviamente isso é algo do indivíduo. Você, por exemplo, provavelmente tem uma taxa extremamente alta de fibras de contração rápida ao longo de seu corpo e uma taxa muito rápida de fadiga.
DY: Eu executei pré-esgotamento no passado, mas só na forma de séries normais, diretas. Por exemplo, eu começaria meu trabalho de pernas com extensões de perna, então em seguida eu descansava antes de passar para o leg press. Eu descobri que o pré-esgotamento tradicional era mais aeróbio… Muito mais um treinamento cardiorespiratório e nem tanto um treinamento muscular. Fazer o pré-esgotamento tradicional foi um dos treinamentos mais duros que eu alguma vez executei… eu quase não podia respirar… mas eu não sentia que me desse um ótimo estímulo muscular. Eu tive que adaptar o método e descansar o suficiente.
BDJ: Você descobriu que havia a necessidade de descanso físico ou mental?
DY: Era mais físico, mas também era mental. Enquanto você está fazendo extensões de perna e você sabe que logo você estará fazendo leg press, seu foco fica dividido. No fundo em sua mente você sabe você que você tem que saltar fora de uma máquina e ir direto para cima da outra. Eu gosto de estimular, aniquilar, e então descansar. Eu não acredito em pressa entre os exercícios. Para mim, apressar as séries é um treinamento aeróbio. Mover-se depressa de um exercício para outro freqüentemente resultará em cansaço cardiorespiratório, especialmente para os músculos das pernas, por eles serem tão grandes.
BDJ: Você alguma vez implementou um protocolo de treinamento que provou ser prejudicial para o seu progresso?
DY: Provavelmente meu maior erro foi tentar usar os mesmos pesos e a mesma intensidade (i.e., treinar além da fadiga) direito até a competição. Técnicas de alta-intensidade são ótimas para estimular crescimento se você tiver calorias e descanso suficientes. Mas quando você se prepara para uma competição, sua meta deveria treinar para manter músculo e reduzir a possibilidade de lesão. Isto é especialmente verdade se sua energia e níveis de gordura corporal forem baixos e você estiver trabalhando seus músculos e articulações com dureza. Inclusive, quando sob dieta e treinamento duro você não dorme tão bem, o que significa que você não consegue se concentrar tão bem. Todos esses fatores aumentam seu risco de lesões. Isto também aumenta seu risco de ficar catabólico porque você está aplicando toda aquela tensão; e a falta de calorias e descanso faz com que fique mais difícil recuperar-se. Se eu tivesse que fazer tudo novamente, eu deixaria de treinar até a fadiga, ou até mesmo perto da fadiga, parando 1 a 2 repetições próximas do esforço total. Isto daria estímulo o bastante para manter os músculos enquanto você se concentra em reduzir a gordura corporal.
BDJ: Eu entendo que você tem uma preferência pelos pesos livres.
DY: Não, não particularmente. Há muitos exercícios básicos que são ideais com pesos livres, mas se você analisar minhas rotinas durante os anos, elas tem sido uma combinação de máquinas e pesos livres. Eu penso que ambos têm suas vantagens e desvantagens, e uma combinação dos dois é melhor que usar exclusivamente um deles.
BDJ: Você descobriu que você pode executar menos exercício com máquinas? Eu acho que há estimulação maior e mais direta com máquinas, produzindo maior estímulo desde que não há nenhum esforço necessário para equilibrar o peso.
DY: Não necessariamente. Basicamente, eu acho que as máquinas isolam melhor o músculo e você não tem que gastar energia equilibrando o peso, distintamente do treinamento com pesos livres. Mas uma das desvantagens das máquinas é que, elas produzem um movimento fixo… Um padrão fixo. Se eu uso isto ou você usa isto, é o mesmo padrão. Mas se eu executo uma rosca com halteres, e então você executa uma rosca com halteres, e isso for analisado em um computador e tela de vídeo, você veria que ambos seguiram um padrão diferente. Cada um segue uma biomecânica mais natural e individual.
BDJ: Neurologicamente, os pesos livres provavelmente têm uma vantagem nessa consideração.
DY: Sim, e é por isso que eu acho que eles são tanto melhores para o treinamento de força e de potência, e treinamento atlético. Consequentemente há algumas coisas que você pode fazer com máquinas e não com pesos livres, e algumas coisas você pode fazer com pesos livres e não máquinas, e vice-versa. A melhor situação é uma combinação de ambos.
BDJ: Quais técnicas psicológicas você emprega durante seus treinamentos?
DY: Eu mantenho um diário de treinamento e de nutrição. Todo treinamento deve ser anotado, quais exercícios, o peso usado, etc. Antes de ir para o ginásio eu revisaria o meu último treinamento, o peso, as repetições, e visualizaria o que eu queria fazer naquele dia, a ponto de usar certas roupas em certos dias, só para alcançar um certo estado de espírito. Eu visualizaria quanto peso iria erguer, quantas repetições, e como eu iria fazer os exercícios. No momento em que eu chegasse no ginásio eu estaria totalmente motivado psicologicamente e sabendo quais metas eu queria alcançar. Eu veria de novo aquele filme mental enquanto estivesse no treinamento.
BDJ: Eu não acredito que haja muitos fisiculturistas, inclusive profissionais que monitoram seus próprios progressos ou mantêm um diário de treinamento.
DY: Eu tenho sido questionado por certos fisiculturistas, sobre o treinamento. Eu lhes perguntava o que eles haviam feito da última vez, ou no ano passado. Eles respondiam, “eu não estou realmente seguro… eu realmente não consigo me lembrar”. Você nunca vai aprender qualquer coisa se este for o caso. Se você mantiver um registro, você pode ver como você progride, como seu corpo reage, o que funciona e o que não funciona. Isso lhe permite refinar as informações. Mas se você torna isso um jogo de adivinhação, então será como um capitão em um navio sem mapa nem curso, enquanto flutua por aí esperando chegar onde se quer chegar.
BDJ: Talvez duas das perguntas mais comuns feitas aos fisiculturistas profissionais são: Que drogas você tem usado, e quanto você gasta anualmente com drogas? Você se preocupa em responder?
DY: Eu sou questionado sobre isso sempre que eu faço seminários. Aí existe um limite tênue. Eu não quero ser evasivo como se eu estivesse tentando manter algum segredo. Mas eu também tenho uma responsabilidade na qual eu não gosto de recomendar ou falar de doses porque entre os muitos leitores de revistas estão incluídos crianças e jovens. Certas revistas, e certas pessoas que escrevem para as revistas, estão sendo muito irresponsáveis em recomendar certas coisas, ou em dizer que “todos os profissionais fazem isso e aquilo”. Em um artigo, eu fiquei horrorizado em ler a respeito do que os profissionais supostamente fazem. Isso chegou a um ponto onde se acredita que o modo como a pessoa treina ou a genética não tem nada a ver, mas sim o uso de drogas. Então as crianças leem isso, acreditam que é verdade e pensam que tudo o que eles precisam são das drogas. Eu digo que eu não usei nada que não fosse acessível para qualquer outro fisiculturista. Eu não usei nada não usual. Mas comigo, morando na Inglaterra, em uma área isolada e quebrando barreiras em tamanho muscular, começam a surgir todos os tipos de rumores. Eu usei a mesma coisa que todo mundo… deca durabolin, testosterona, orais… e tudo isso já existe há pelo menos durante uns 20 ou 30 anos. As pessoas pensam que eles podem tomar estas coisas e fazer ganhos incríveis. Não funciona desse modo. Os esteroides ajudam o processo de construção muscular, mas não são somente eles os responsáveis. Você ainda precisa treinar duro, comer bem, e descansar o suficiente.
BDJ: Suas fotografias de antes e depois no início dos anos 90 são legendárias e muito impressionantes. Foi no período quando você iniciou seus experimentos com gH?
DY: Na verdade não foram. Eu os utilizei antes dessa época. A razão pela qual eu fiz tais progressos naquele ano foi devido ao fato de que eu soube que Haney estava se aposentando e eu precisava atingir um extremo acima dos outros competidores que eram menores do que eu. Eu queria entrar super denso, super em forma e maior do que nunca. Nos anos anteriores eu sacrifiquei muito músculo e diminuía muito. Eu estava numa condição bastante competitiva cerca de 5-6 semanas antes da competição, mas mantinha a dieta e encolhia… Tentando ficar mais denso e mais denso. Então, eu analisei e percebi que eu precisava retificar o problema e sabia que eu poderia entrar muito maior e na mesma condição sem sacrificar tanto músculo. Assim, foi uma mudança na nutrição, que eu fiz entre 1992 e 1993 que fez a diferença. Eu sei que é difícil para algumas pessoas acreditarem, mas é assim que aconteceu.
BDJ: Eu entendo o que você está dizendo desde que o efeito da dieta pode ser dramático numa escala de curto prazo. Por exemplo, comer certos alimentos, combinações ou quantias podem lhe fazer parecer mais cheio e maior ou podem fazer parecer pior dentro de horas.
DY: E se sua gordura corporal ficar muito baixa, é muito mais fácil queimar tecido muscular, e foi isso que eu decidi evitar.
BDJ: Quanto aos negócios! Você oferece livros e um vídeo, bem como uma linha de suplemento e serviços de personal training.
DY: Sim. Eu tenho meu próprio website, www.dorianyates.net que tem informação sobre consultas telefônicas e programas personalizados bem como recursos didáticos. Minha linha de suplemento, Dorian Yates Approved, está indo muito bem na Inglaterra e Europa. Nós começamos recentemente nos Estados Unidos. A linha de suplemento está centrada ao redor de proteína e um MRP. O começo disso foi através de um amigo na Inglaterra envolvido na indústria de suplementos. Ele teve a idéia de começarmos juntos uma linha de produtos. Ficou definido em acordo desde o começo que se eu me envolvesse, eu poderia opinar sobre os padrões do produto, os materiais, pesquisa e desenvolvimento. A proteína e o substituto de refeição são sem igual e são os mais efetivos no mercado, pois eles contêm whey protein não desnaturada, diferente de algumas marcas que usam subprodutos da fabricação de queijo. Nossas proteínas não desnaturadas retiveram os importantes fatores de crescimento que são necessários para construção de tecido magro. Nossos produtos também contêm probiotics que tem um efeito no sistema intestinal e saúde em geral. Aqueles que os estão usando estão aderindo a eles porque eles estão obtendo resultados. Nós aplicamos um ano em pesquisa e desenvolvimento em nossa proteína e produtos de MRP. Seus leitores podem visitar nosso website de suplemento emwww.propeptide.com.
BDJ: Você pode dar uma avaliação do seu treinamento quando você começou no bodybuilding, em comparação aos seus anos de Mr. Olympia e seu protocolo atual?
DY: Quando eu comecei a treinar, eu me baseava no mais convencional (rotinas publicadas em revistas), mas rapidamente percebi que isso não estava funcionando muito bem e que eu estava em overtraining. A tendência de todo mundo no ginásio era a de seguir o que todo mundo estava fazendo, ou o que os atletas famosos estavam fazendo e o que as revistas estavam recomendando. Combinando com a literatura de Jones e Mentzer, eu inventei minha própria rotina. Do que eu recordo, minha primeira rotina de alta intensidade era uma divisão em dois treinos, enquanto treinava três dias por semana. Por exemplo, na semana 1 eu executava tronco/braços, pernas, tronco/braços. Não era exatamente isso, mas lhe dará uma idéia. Na semana seguinte eu executava pernas, tronco/braços, pernas. Eu alternava deste modo, enquanto treinava cada grupo muscular duas vezes cada duas semanas e uma só vez nas outras semanas. De um modo geral, eu treinava o corpo todo duas vezes cada nove dias. Isso funcionou bem para mim. Na época em que eu conquistei meu primeiro Mr. Olympia, eu estava fazendo uma divisão em quatro partes… dois dias de treino, um de descanso, dois de treino, um de descanso, etc. Eu descobri que conforme eu ficava maior e mais forte, eu não podia trabalhar metade do meu corpo em uma sessão e poderia ter que dividir o treinamento mais ainda. Aqui, novamente, nós estamos divergindo do que Arthur Jones estava recomendando, e para um grau menor até do que Mike Mentzer dizia, fazendo o corpo inteiro ou metade do corpo em um treinamento. Embora eu não estivesse fazendo um volume tremendo, ainda era muito estar fazendo vários grupos musculares imediatamente. Eu acredito que você requer uma certa quantia de volume, em termos de exercícios diferentes. Eu não penso que você possa entrar no ginásio e possa treinar adequadamente seu peito ou costas usando só um exercício.
BDJ: Esse é um ponto interessante. O que eu tenho notado entre muitos dos seguidores de HIT, é que eles vão ao extremo de uma rotina de consolidação, i.e., agachamento, deadlifts, supinos, mergulhos, pulldowns. Comigo, eu aumentei tremendamente a força executando muito poucos exercícios básicos, mas minha aparência piorava progressivamente.
DY: Algumas pessoas dizem que quando um músculo incendiar, incendeia… e que a necessidade para treinar em ângulos diferentes é irracional. Mas isto não faz sentido completo. Todos nós sabemos que quando você executa certos exercícios, você pode ver os resultados… Uma mudança física. É aparente que se você executasse só desenvolvimento frontal, desenvolvimento por trás, elevação lateral, laterais curvado, laterais na polia baixa, etc., todos em ângulos diferentes, a aparência dos ombros mudaria em cada situação. Igualmente, se você executa apenas supino declinado ou supino reto, você enfatiza a porção mais baixa dos peitorais, mas não muito a porção superior. Deveria então ficar claro que exercícios diferentes e ângulos diferentes afetam um músculo de maneira diferente e afeta a aparência do seu físico. Assim, você deveria treinar com uma variedade de exercícios, e em ângulos diferentes.
BDJ: Sim, e isto pode ser feito em uma base rotacional. Você não tem que executar todos os exercícios em um único treinamento. Eu também acho que uma pessoa requer bastante variedade, em termos de volume de séries. Por exemplo, se alguém vai participar de uma competição de transformação física em 12 semanas, você não consegue fazer mudanças dramáticas simplesmente executando um punhado de exercícios uma vez cada 7-9 dias, “ a la ” treinamento de consolidação.
DY: Não, você não consegue. Você não consegue alcançar um físico por inteiro. Você aumentará sua força e conseguirá um desenvolvimento básico, mas você não conseguirá um desenvolvimento completo de todos os grupos musculares. Isto simplesmente não é possível. Você não consegue desenvolver a largura e a espessura de seus dorsais, romboides, trapézio, e lombares com apenas um exercício.
BDJ: Até mesmo a respeito do condicionamento metabólico e redução dos depósitos de gordura, deve haver volume o bastante. Casey Viator fez um comentário no Protocolo de Exercício do Verão 2000 que ele frequentemente chegava ao overtraining até o momento da competição. Ele tinha que fazer isso para alcançar a condição que ele queria alcançar o que era diferente do treinamento de construção de massa na pré-temporada.
DY: Eu não concordo com isso. Obviamente se você faz mais atividades você vai queimar mais calorias. Construir músculos é exatamente isso, e manter músculos é basicamente a mesma coisa. A idéia é reduzir a gordura corporal tendo um equilíbrio calórico negativo e aumentando a quantidade de queima de calorias. Eu não acredito que aumentar o volume de treinamento com pesos seja um modo eficiente de fazer isto. Funcionará, mas eu prefiro uma abordagem aeróbia, sendo estes, queimadores de gordura mais específicos.
BDJ: Como você aplica seu treinamento aeróbio na preparação para uma competição.
DY: O treinamento com pesos que eu fazia na pré temporada e na temporada eram quase a mesma coisa. Assim, para queimar gordura, além da redução calórica, eu executava aeróbios por até uma hora por dia. Eu fazia meia hora pela manhã e meia hora à noite, ou conforme precisava. Não era nenhum trabalho aeróbio de alta intensidade, mas baixo em intensidade, assim eu usava principalmente gordura como energia. Você pode perder gordura aumentando exercícios e séries, mas você corre o risco de ficar mais catabólico e perder tecido muscular. Isto torna mais difícil recuperar-se de um volume de treinamento mais alto do que de um volume normal.
BDJ: Como é hoje o seu treinamento? Eu acredito que você ainda treina?
DY: Sim, eu ainda estou realizando praticamente a mesma programação. A intensidade é um pouco mais baixa, principalmente devido a minha lesão no tríceps. Eu tenho que ter muito cuidadoso porque existe um desequilíbrio entre meu lado esquerdo e meu lado de direito. Em consequência, eu tento usar mais máquinas, especialmente para minha porção superior do corpo. Há outra vantagem no treinamento com máquinas… Isso te permite treinar ao redor de lesões sem a preocupação quanto a coordenação e o equilíbrio.
BDJ: Sérgio Oliva apresenta artrites bastante sérias ao longo de seu corpo inteiro, enfatizando sua necessidade para treinar principalmente com máquinas. Ele descobriu que treinar com pesos livres, e todo o equilíbrio necessário ao treinamento com pesos livres, é algo que agrava muito as dores nas articulações.
DY: Em um mundo ideal, e se eu não tivesse nenhuma lesão, eu usaria mais pesos livres. Eu não gostaria de treinar exclusivamente com máquinas, mas este não é exatamente o lugar onde eu estou agora. Assim, eu simplesmente faço o que eu posso fazer e o que eu tenho de fazer.
BDJ: Me parece que não há nenhuma chance de você sair da aposentadoria que você teve das competições?
DY: Eu tomei a decisão de me aposentar, principalmente por causa da lesão e porque eu tenho competido por muito tempo. A única coisa que eu queria conseguir era melhorar o meu físico. Mas com a lesão e com toda a reabilitação que eu realizei, eu sabia que isso não ia ser possível. E eu definitivamente não queria voltar e ser qualquer coisa menos do que meu máximo.
BDJ: Exatamente. Relativo à dieta, parece que última semana antes da competição era muito crucial. Fisiculturistas tornam-se mentalmente estressados, pois acreditam que eles parecem muito piores do que eles na verdade são.
DY: Isso definitivamente é verdade. Você pode olhar no espelho um minuto e pode pensar que você parece ótimo. Então dez minutos depois você não está tão seguro. Obviamente as coisas não mudaram, mas sua mente pode pregar peças em você. Muitas pessoas tendem a fazer coisas malucas na última semana porque eles estão naquele estado mental. Eles fazem tudo com consistência, enquanto parecem melhor e melhor, então durante a última semana ou poucos dias antes eles fazem algo que estraga tudo completamente. Embora você tenha que ser flexível, você precisa de um plano e deve e aderir a isso.
BDJ: Você se preocupava com depleção e carga de carboidratos ou alterava sua ingestão de água?
DY: Eu sempre trabalhei com meus carboidratos e isso funcionava muito bem para mim. Não funciona para alguns, e talvez físicos diferentes respondam de modo diferente à ingesta de macro nutrientes. Eu refinei isto durante os anos para saber exatamente o que estava funcionando, o que não estava funcionando e por que. Não havia muito acerto e erro, embora às vezes quando eu olho para trás, vejo que eu poderia ter aumentado um pouco aqui ou lá para estar numa condição ligeiramente melhor. Eu sempre mantive registros, enquanto monitorava tudo o que eu fazia, fazendo correções até a última semana antes da competição. Eu examinaria meus registros e então compararia a informação para conforme eu parecia e então fazia ajustes.
BDJ: Com a nutrição em geral, qual era sua relação entre proteína, gordura e carboidratos?
DY: Minha primeira preocupação era me certificar de que eu tinha proteína o suficiente em intervalos regulares ao longo do dia. Eu calculava uma média de 3 gramas por Kg de peso corporal. E então era uma questão de equilibrar o resto das calorias das quais eu precisava entre gorduras e carboidratos. Eu não estou seguro das porcentagens exatas, mas era provavelmente ao redor 30-40% proteína, 50% carboidrato e 15-20% gordura. Variava, mas eu via as gorduras e carboidratos como alimentos energéticos, e claro, há também a necessidade de ácidos graxos essenciais para o sistema nervoso, etc.
BDJ: Parece haver uma tendência para uma ingestão muito alta de proteína e gordura e muito baixa de carboidratos.
DY: Novamente, isso pode variar com o metabolismo de cada pessoa, e como eles respondem à insulina produzida pelos carboidratos. Mas, para mim, minha dieta era bastante alta em carboidrato. Quando era baixa em carboidrato, eu perdia tamanho, meu físico ficava plano, e eu perdia energia muito depressa.
BDJ: Eu também observei todos esses efeitos. Uma vez eu fiz um regime muito alto em proteína durante vários meses e meu corpo nunca se ajustou a isto. Eventualmente eu tive que aumentar a ingesta de carboidratos ao redor dos 40-50%.
DY: Para mim, até mesmo a depleção de carboidratos significava algo ao redor de 200 gramas de carboidratos por dia. Isso era baixo para mim, e ficava bem difícil depois de 2 ou 3 dias nisso. Mas para outros isto seria considerado moderado.
BDJ: O que eu notei a respeito da sua dieta, é que você não levava a depleção de carboidratos ao extremo. Ao invés, você realizava uma redução até “certo ponto”, o que era o suficiente para produzir um déficit.
DY: A regra geral era diminuir meus carboidratos até 50%. Eu calculava a média entre 400-450 gramas por dia, sendo em alguns dias um pouco mais alto ou mais baixo que outros. Quando eu diminuí meus carboidratos para 200 gramas durante aproximadamente três dias, eu aumentava ligeiramente o volume de treinamento para apressar a depleção de glicogênio. Eu também tinha cuidado em aumentar a ingesta de proteínas e gorduras, assim o nível global de calorias era o mesmo. Algumas pessoas não apenas reduzem demais os carboidratos, enquanto ficam com pouca energia, mas eles não substituem essas calorias perdidas e começam a queimar tecido muscular. Então, antes da competição eu elevo meus carboidratos para aproximadamente 1000 gramas por dia. Durante a pré temporada era ao redor 700 a 800 gramas de carboidratos por dia, assim o leve aumento acima do normal fazia uma diferença adicional.
BDJ: Sua ingesta calórica fica calculada ao redor de 5000 a 6000 calorias por dia.
DY: Isso ficava ao redor 5500-6000… Sim. Disso, minha proteína ficava ao redor de 400 a 450 gramas por dia.
BDJ: Você está trabalhando atualmente com o Ernie Taylor. Como está o andamento disso e como ele treina?
DY: Vai bem. O treinamento dele é bastante breve, particularmente quando comparado ao dos outros profissionais. Eu penso que quando eu ganhei o Olympia em 1993, e o tipo de treinamentos que eu estava fazendo, recebeu publicidade, e produziu um impacto no esporte. Eu não estou dizendo que todo mundo começou a treinar do modo que eu fazia, mas o volume e a frequência de treinamento entre os profissionais reduziu-se bastante de dez anos atrás até hoje. Quase todo mundo estava fazendo 3 dias treina 1 descansa, 3 dias treina 1 descansa, etc. Eles treinavam cada parte do corpo duas vezes por semana. Agora, a maioria dos sujeitos está treinando cada parte do corpo uma vez cada 5 ou 6 dias, com volume reduzido.
BDJ: Exceto o Lee Priest, que declara estar treinando até 30 séries por grupo muscular.
DY: Sim… Mas ele conseguiu um ótimo físico.
BDJ: Ele também é jovem. Eu tinha muita energia quando eu tinha a idade dele, e fazia uns treinamentos bastante selvagens. Eu olho atrás nesses dias e não sei como eu fazia aquilo.
DY: Sim… Eu olho atrás, e eu costumava treinar peito, costas e ombros em um treinamento e provavelmente com mais volume que eu faço agora. Mas ainda assim produzia resultados.
BDJ: O que você mudaria sobre o esporte do bodybuilding?
DY: Educação. As pessoas realmente não entendem o que importa na criação de um grande físico. Se você assiste um esporte igual ao basquetebol, nele você pode ver e pode apreciar a habilidade do atleta. Com as competições de bodybuilding você vê apenas o produto final. Se você estiver nisso, você pode apreciar o físico, mas às pessoas comuns isso parece algo estranho e extremo. Eles não sabem da dedicação ou do trabalho duro… Ou do conhecimento sobre nutrição. Eles deveriam combinar a cobertura da televisão com um documentário verdadeiro das pessoas treinando e o que elas fazem para se preparar. Quando eu estava competindo no Olympia, eu recebia alguns convites para apresentação na televisão, e isso sempre foi o que eu quis fazer… Falar e discutir sobre o que está envolvido no esporte. E quando as pessoas estivessem educadas sobre o processo, elas apreciariam e olhariam de modo diferente para isso. Mas minha experiência com o pessoal da TELEVISÃO é que eles não estavam interessados nisso… Sentar-se e falar sobre isso. Eles me queriam no estúdio para posar, e então fazer algumas perguntas. Eu não queria ir para isso. Eu dizia “… se você estivesse recebendo outro atleta, um corredor, por exemplo, você não o faria correr ao redor do estúdio… ou fazer um jogador de basquetebol jogar o basquetebol. Ao invés, você se sentaria com a pessoa e conversaria com ele. E isso é o que eu estou preparado para fazer”. Isso não os interessava. Mas trazer um fisiculturista em calção de banho para posar… É algo torna aquela pessoa um objeto e um espetáculo.
BDJ: Você acredita que você obteve de fato, em seu país, a notoriedade que você merece?
DY: Definitivamente não, não na Inglaterra. Eu sou mais reconhecido nos Estados Unidos.
BDJ: Isso é devido ao bodybuilding não ser muito popular na Grã Bretanha?
DY: Não é realmente popular. Isso tem obtido uma boa audiência hardcore e há vários fisiculturistas decentes na Inglaterra, como você provavelmente sabe. Mas é uma comunidade muito pequena… Uma coisa underground. Não é algo que chega até o público em geral… Diferente dos Estados Unidos. Lá, eu acho que eu sou mais amplamente reconhecido entre um grande e variado número de pessoas… pessoas que não são necessariamente fisiculturistas, mas que vão para os ginásios… que estão em forma, se interessam por saúde e nutrição e que apreciam muito mais o bodybuilding. Nos Estados Unidos eu agrado pessoas de todos os estilos de vida, e que me reconhecem.
 

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