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domingo, 24 de março de 2013

Última Entrevista de Mike Mentzer


Essa entrevista do Mike como sendo a ultima, é muito interessante. Ele fala sobre os mitos que diziam que ele estava ficando louco perto da sua morte, como correr pelado, beber a própria urina etc.. aqui ele comenta sobre tudo isso. Eu nunca tinha lido essa entrevista achei hoje mesmo só que estava em alemão e traduzi pro português pelo Google Translate, então ignorem os erros.
Para os fãs de Mentzer essa entrevista vai trazer lagrimas nos olhos, porque sem duvida Mentzer foi um cara brilhante! Um fisiculturista de muita personalidade, inteligencia que trouxe muitos debates para esse mundo, que de uma forma ou outra é fundamental! Boa leitura.
Apenas algumas semanas antes da morte de Mike Mentzer,em 10 Junho de 2001 ea morte de seu irmão Ray, dois dias depois, disse Mike é uma sessão de perguntas e respostas com a revista “O Sanduíche”. Nesse sentido, sua última entrevista, Mike revela pela primeira vez, coisas muito pessoais sobre si mesmo e de sua filosofia de vida.

CONSIDERAÇÕES SOBRE O TREINO COM PESOS PARA MULHERES


Por Waldemar Guimarães
296580_10150356599613697_1367815927_nMuitas vezes somos questionados à respeito de como deve ser o treinamento direcionado para mulheres como se houvesse uma diferença muito significativa em relação ao treinamento aplicado aos homens.
Algumas pessoas acreditam que o treino para mulheres deve ser totalmente diferente ou até que não devem de jeito nenhum treinar com pesos, outros acham que isto é um tipo de preconceito pois o treino para homens e para mulheres não deve diferir em nada.
Na realidade, apesar da mulher ter diferenças hormonais, fisiológicas e anatômicas o treinamento com sobrecargas não diferencia muito do treinamento aplicado aos homens porém, alguns fatores devem ser atentamente observados.
Alguns fisiologistas sugerem um pouco mais de volume mas a estrutura do treino, ainda assim, é muito semelhante para ambos os sexos. Entretanto, como algumas mulheres objetivam o enrijecimento de certas áreas específicas como a região tricipital, pernas e glúteos, tendem a se concentrarem com mais ênfase nestas regiões, da mesma forma que um atleta do sexo masculino deficiente em peitoral treina com mais ênfase este músculo.
De fato, a mais enfática diferença é a variável ponderal afinal, guardada as devidas proporções, homens desenvolvem mais força do que as mulheres, principalmente em membros superiores.
Explicamos:
Wilmore demonstrou que mulheres possuem cerca de 37% da força de um homem no exercício de supino ( exercício para membro superior), mas se formos comparar esta força específica em relação ao peso corporal esta relação passa para 46% e se comparada ao volume da massa magra a relação vai para 55% da força de um homem assim, podemos verificar que para membros superiores o homem é significativamente mais forte apesar de relação modificar em função da discriminação da composição corporal.
Mas quando passamos para o exercício de Leg Pressure ( exercício para membro inferior)
observa-se que as mulheres possuem 73% da força de um homem, relativa ao peso a relação é de 92%, e se observada em relação a massa magra passamos para 106%, ou seja as mulheres passam a ser mais fortes do que os homens.
Podemos observar que a força em membros inferiores de mulheres comuns é praticamente igual a dos homens comuns, o mesmo não se procede em membros superiores. Este é um importante fator a ser considerado na montagem de um programa de treinamento com pesos além de fatores como: adaptação específica para o trabalho, condições iniciais de força, flexibilidade, potência aeróbia e até condições emocionais e climáticas.
Diariamente ouvimos desejos e reclames em academias provenientes do público feminino. Se você trabalha ou freqüenta assiduamente uma Academia de Ginástica achará as seguintes situações familiares:
1) Desejo perder medidas de coxa ( se acima do peso ) levantar o bumbum e me livrar desta gordura do thauzinho ( gordura tricipital).
Neste caso é obvio que a pessoa tem muita gordura corporal. Desta forma o trabalho com pesos deve ser acompanhado de dieta adequada para a melhora geral da composição corporal e tonificação muscular. Só a musculação tornará os músculos densos e fortes porém a gordura tenderá a continuar lá incomodando e dando aspecto de flacidez apenas menor.
2) Desejo definir o meu abdômen.
Definitivamente a mulher para possuir um abdômen muito definido, do tipo seis gomos muito visíveis, deverá possuir muito pouca gordura corporal, o que não é nada fisiológico para mulheres. Dentre outras funções a gordura armazena os estrógenos. Mas se este é o seu desejo inexorável, novamente, a dieta para perda de gordura corporal é primordial. Definitivamente, exercícios abdominais não auxiliam para perda de gordura localizada, este mito há muito foi sanado. Com exercícios apropriados podemos fortalecer a musculatura mas se não houver perda de gordura nem você e nem ninguém poderá ver as linhas do seu abdômen.
3) Não quero ficar muito grande ( hipertrofiada).
Este assunto é vastamente discutido no Volume 3 da Coleção Musculação Total – Musculação para Mulheres, mas vale salientar rapidamente que hipertrofia exagerada em mulheres só com utilização de drogas anabólicas muito embora, o que é exagerado para alguns é normal para outros. Procuramos respeitar e entender o desejo das outra pessoas apesar de sempre estarmos orientando para o lado saudável da atividade, fisicamente e psicologicamente, apesar de algumas pessoas insistirem em achar que promovemos o uso de farmacológicos, só porque dizemos a verdade. Meus amigos, qualquer informação está ao alcance de um dedo, não podemos ser hipócritas, devemos sim, debater claramente os assuntos considerados polêmicos.
4) Não desejo treinar ombro, peito, dorsal e nem ficar com os braços musculosos.
No remodelamento do corpo para formas mais proporcionais e melhor equilíbrio de desenvolvimento geral do corpo devemos treinar todos os grupos musculares. Não cremos ser pecado uma mulher ter um corpo forte e mais musculoso, com todo o respeito as nossas avós que eram felizes mesmo estando totalmente fora dos padrões atuais. É muito importante traçarmos um objetivo realístico, para isto não há necessidade de sermos modestos, o desejo é o primeiro passo para as conquistas em vários setores da vida.
5) Quero perder peso.
Sabemos que perder peso é uma situação e modificar a composição corporal é outra. Com a dieta apropriada, que deve ser preferencialmente prescrita por uma nutricionista especializada, e treinando corretamente, com a devida intensidade e volume tendemos a aumentar a densidade e o volume da massa muscular e diminuir o excesso de gordura corporal. Com isto muitas vezes, à luz de uma balança antropométrica, não ocorre uma modificação expressiva na variável ponderal, muito embora a pessoa esteja perdendo gordura. Não aconselhamos ninguém a pesar mais do que uma vez por semana. Ainda, a melhor avaliação é o espelho e uma mente saudável.
6) Quero perder a flacidez
O processo de tonificação muscular é gradual e sua rapidez dependerá da consistência do treino. Uma pessoa que inicia um programa de treinamento deve levar o seu programa a sério. De pouco adianta treinar consistentemente por um mês, parar com o treino por mais dois, treinar uma semana e faltar outra inteira…Ai funciona a lei do uso e do desuso. O que não é utilizado atrofia.
Já viram alguém depois de ter o braço engessado por apenas 2 semanas? Pois bem, parece que o volume muscular cai pela metade, a musculatura fica realmente flácida. Com o retorno da movimentação normal a tonicidade volta ao normal.
Em nossa musculação temos a oportunidade de treinar todos os grupos musculares isoladamente ou em conjunto de forma muito eficiente. Isto em curto – médio tempo de treino consistente diminuirá a flacidez muscular. Veja bem, não confundam com massa gordurosa a qual não pode se tornar mais rígida com o treinamento e nem a flacidez da pele.

Mulheres x Hipertrofia


Um post dedicado as mulheres, afinal sem elas o que seria da nossa academia? :)
Sempre que uma mulher começa a treinar com pesos, seu maior medo é “ficar forte”. Todas as outras inseguranças e medos existentes na vida somem e dão lugar a esse pensamento fixo “Se eu fizer musculação com muito peso, vou ficar forte. Grande demais.” Bem que eu queria que fosse tão fácil assim ficar forte e grande. Infelizmente muitas delas nunca se convencem dos benefícios trazidos por um treino de musculação bem feito, com uma intensidade mais alta. A maioria está fadada a continuar por meses fazendo aquelas repetições molengas e com pesos tão leves que dificilmente fariam alguém suar. É triste andar pelas academias se ver as meninas passando intermináveis horas se acabando na esteira ou bicicleta e treinando com uma intensidade e volume limitados na sala de musculação.
Toda mulher deveria treinar com pesos para evitar problemas de saúde futuros e conseguir manter um bom físico e consequentemente uma boa saúde física e mental.
A desinformação é grande, as mulheres ainda acham que ficarão muito fortes e ou grandes se treinarem com pesos. Por isso muitas preferem fazer caminhadas, correr ou mesmo basear toda sua rotina de treinamento em aulas de sala. Para acabar com todas as dúvidas e informações desencontradas, vamos conhecer um pouco melhor a fisiologia da mulher e os fatores determinantes envolvidos no crescimento muscular.
Treinar de forma intensa e com carga adequada é a única maneira de se conseguir resultados satisfatórios na academia. É preciso usar uma carga que permita atingir a falha muscular dentro da zona alvo escolhida. Além disso é preciso realizar os exercícios com uma boa forma execução. Todas as alterações estruturais e hormonais advindas do treino com pesos só são atingidas se o treinamento for realizado com uma intensidade alta.
Mesmo para os homens é difícil atingir um bom nível de hipertorfia muscular. Para que um homem fique forte e grande, é preciso que ele treine de forma muito intensa, coma quantidades absurdas de comida e durma muito bem durante anos a fio.
As moças que estiverem lendo este artigo podem ficar tranqüilas, pois o processo de hipertrofia muscular, ou seja, de aumento da musculatura, não ocorre da noite para o dia. Não é possível começar a semana com 50 kgs e 23 cm de braço e terminar a semana com 65 kgs e 40 de braço. Os ganhos musculares visíveis demoram um pouco a aparecer. Dessa forma, vá se analisando no espelho, por fotos ou medidas. Perceba as mudanças ocorrendo em seu corpo. Geralmente as mudanças mais aparentes nas mulheres que levam o treino e dieta a sério são a diminuição de gordura e enrijecimento da musculatura. Portanto, com menos gordura e com um tônus muscular maior, as mudanças e melhorias no físico da mulher ficarão evidentes para qualquer pessoa que a veja.
A balança não vai dizer muita coisa pois geralmente as mulheres que começam a treinar sofrem uma redução na gordura corporal e aumento na massa muscular. Para exemplificar, vamos pegar uma modelo hipotética. Ela pesa 50 kgs, sendo 35 kgs de massa magra (músculos, água, ossos, pele etc) e 15 kgs de massa gorda (gordura mesmo.) Após seis semanas de treinamento ela descobre que continua pesando 50 kgs. É incrível, pois as roupas entram com mais facilidade no corpo, a cintura e o quadril estão aparentemente menores, aquelas dobrinhas no abdomem diminuíram muito e suas pernas e braços estão mais firmes. Como que essa mulher mudou tanto, mas ainda continua pesando os mesmos 50 kgs de quando começou a treinar? Ela se desespera, diz a si mesma que vai cortar a janta, que não vai mais comer besteiras no final de semana. Ela está indignada com o peso que não diminuiu um bendito grama!
Vocês conhecem alguém assim ou já passaram por isso? Claro que sim. Felizmente nossa modelo hipotética marcou uma avaliação física e descobriu que sua composição corporal estava mudada. Agora ela tinha 50 kgs, porém 38 kgs eram massa magra e apenas 12 kgs eram massa gorda. Reparem que nessas seis semanas, ela ganhou 3 kgs de músculos e perdeu 3 kgs de gordura. Isso fez com que a configuração de seu físico mudasse totalmente. Agora ela estava bem melhor, se sentia bem melhor, mas simplesmente a guerra cega contra a balança não a deixava ver tudo isso. Por isso, não devemos nos fiar cegamente na balança. É claro que é importante medir as variações de peso, mas muitas vezes somos iludidos por esses dados. Tenham em mente que estes resultados não são típicos e só foram usados como exemplo para ilustrar a situação.
Voltando aos homens, precisamos entender porque eles são mais fortes e maiores que as mulheres para podermos ter uma visão mais ampla do assunto. A diferença mais gritante fisiologicamente falando entre homens e mulheres é a produção hormonal. Os homens produzem quantidades significativamente maiores de testosterona do que as mulheres. As mulheres também produzem uma pequena quantidade de testosterona em suas glândulas adrenais (pequenas glândulas situadas na região superior dos rins). É este hormônio um dos principais fatores contribuintes para a hipertrofia muscular e aumento da força. Depois de um treino bem intenso de musculação a produção de testosterona aumenta significativamente. Esta é a hora onde que dizemos que existe um pico de testosterona circulando em nosso sistema. Acontece que durante esse pico, a concentração de testosterona é entre 30 e 50 vezes maior nos homens do que nas mulheres. Considerando que os homens já têm problemas em aumentar sua massa muscular, mesmo tendo 50 vezes mais hormônios anabólicos(neste caso a testosterona) do que as mulheres, imaginem que a dificuldade de nossas amigas que treinam é muitíssimo maior.Tendo tudo isso em mente, as meninas que pensam em treinar musculação para deixar a perna e o bumbum mais “durinhos” podem ir despreocupadas. No inicio, o máximo que vão conseguir é ter músculos mais tonificados e reduzir a gordura corporal. Para aquelas nossas leitoras que querem levar o seu físico um nível mais alto, hipertrofiando a musculatura das pernas e tronco, mas ainda mantendo a feminilidade, a jornada será mais desafiadora mas ainda é possível.
Certamente um corpo feminino com a musculatura desenvolvida na medida certa, com pernas um pouco mais grossas, panturrilhas proporcionais, glúteos redondos e firme, um abdomem bem reto, sem gordura e braços torneados chama muito mais a atenção dos homens e por que não das outras mulheres. Para se alcançar um físico assim é preciso muito treino, muito esforço e muita dedicação. Não temam treinar pesado, fazer muita força e suar durante seus treinos com pesos. Essa é a única forma de conseguir a maior recompensa de todas . O Corpo de seus Sonhos!

The Carb Cycling Codex: Ganhe Músculos e Queime Gordura Eficientemente


A vida é engraçada às vezes. Através do curso da minha carreira no T-Nation eu fui de um cara gordo, mas forte, para um musculoso e magro, mesmo tendo a pior “genética para perder gordura” do mundo. No passado, eu fiz a maioria das minhas transformações corporais por uma abordagem “low-carb”, e o resultado é que de algum modo eu me tornei um “carbofóbico” e verdadeiramente acreditava que consumir carboidratos me tornaria um gordo imundo.
O engraçado é que, como um treinador de força, eu tenho acesso aos melhores nutricionistas esportivos do mundo. Eu li tudo de todo mundo. O trabalho do Dr.Berardi e do Lowery não conseguiam me convencer de re-introduzir carboidratos na minha dieta. Até o trabalho do treinador de Bodybuilding Chris Aceto (que usa relativamente bastante carboidratos mesmo no período pré-contest) não me ajudou. Quando o assunto era carboidratos eu perdia toda a capacidade racional. Mas agora, os carboidratos estão de volta na minha dieta e na dos meus atletas e bodybuilders. O que aconteceu? Uma garota de 60 kg fez com que eu mudasse minha visão em construir músculos e perder gordura. Ela teve sucesso onde todos os experts falharam.
Essa é minha namorada, Christiane, que é uma excelente natural bodybuilder e treinadora. Ela sempre manteve carboidratos em sua dieta; nós inclusive tivemos varias discussões por isso. Como eu tinha certeza que carboidratos era sinônimo de ficar gordo, eu não ouviria nada do que ela diria. Até que um dia eu a vi definida, forte, e mais musculosa simultaneamente, semana após semana.
Foi quando eu percebi que ela devia estar fazendo alguma coisa certa. Então juntos nós desenvolvemos um modelo de dieta que iria se tornar o único que eu usaria com todos os meus bodybuilders e comigo mesmo. Essa abordagem permite que o atleta ou ganhe o máximo de massa muscular sem acumular muita gordura (ás vezes até uma pequena perda de gordura é possível) ou chegar ao shape de pré-contest enquanto mantém (ou até mesmo ganha) a massa muscular. A estratégia na verdade não é muito complicada e é a dieta mais efetiva que já utilizei… E eu usei todas as dietas imagináveis! A abordagem é o chamado carb cycling.
A lógica por trás do sistema.
Há duas verdades inevitáveis quando o assunto é construir músculos e perder gordura:
1) Para ganhar massa muscular você precisa mais calorias do que de costume.
2) Para perder gordura você precisa consumir menos calorias do que de costume.
Obviamente, o tipo de comida que você ingere vai ter um importante impacto no resultado final. Se a maioria das suas calorias vem de junk food, provavelmente você vai ganhar mais gordura do que músculos. De modo similar, se a qualidade da sua comida é baixa enquanto você está em dieta, provavelmente você vai acabar perdendo muito tecido muscular.
Então, é verdade que o que você come é tão importante quanto o quanto você come. Entretanto, o total da comida ingerida vai continuar sendo de maior importância quando você quiser ganhar músculos ou perder gordura.
Outra coisa a ser considerada é o efeito dos nutrientes nos hormônios e o efeito dos hormônios no ganho de massa muscular e na perda de gordura. Por exemplo, a insulina é um dos hormônios anabólicos mais importantes no organismo. Ela influência diretamente na quantidade de aminoácidos e glicose transportada para as células musculares. Essa é uma coisa boa, e quanto mais você tem mais você vai crescer.
Basicamente a insulina é responsável por transportar tijolos para a construção. A insulina também previne a mobilização dos nutrientes estocados no músculo, ou como glicogênio intramuscular ou tecido muscular. Considerando isso, a insulina favorece o ganho muscular e diminui o desperdício (perda) muscular. Essa é a razão pela qual a insulina é amplamente utilizada por bodybuilders profissionais. Entretanto, como utilizar insulina exógena é fora de questão para qualquer indivíduo natural remotamente preocupado em evitar diabetes e morte prematura, nós devemos estimular o corpo a produzir a insulina endógena. A insulina é liberada pelo pâncreas como uma resposta ao aumento do nível de glicose no sangue (o que ocorre quando consumimos carboidratos e certos aminoácidos). Então, se nós quisermos aumentar a produção de insulina endógena, é necessário consumirmos uma mistura de carboidratos e aminoácidos.
Por outro lado, o glucágon, que é o hormônio antagonista da insulina, promove a mobilização e a utilização dos nutrientes estocados, incluindo o glicogênio e aminoácidos. Quando a dieta é baixa em carboidratos, seu nível de glucágon sobe a proporções estratosféricas, te colocando no modo de mobilização/quebra ao invés do modo de construção/anabólico.
Nós também temos que mencionar que sem consumir carboidratos, é mais difícil ter intensas sessões de treino de força. É verdade que alguns aminoácidos podem ser transformados em glicose pelo processo de glicogênese, e que os corpos cetônicos podem ser usados como combustível após haver uma adaptação apropriada. Mas verdade seja dita: uma dieta “low/no-carb” faz você perder sua capacidade de treinar pesado na academia.
Também há o risco de você perder massa muscular porque o seu corpo pode muito bem decidir quebrar tecido muscular em aminoácidos para criar nova glicose! Você pode literalmente queimar as paredes para aquecer a casa!
Por último a conversão do T4/Tiroxina (um hormônio da tireóide relativamente inativo) para T3/triodotironina (o hormônio da tireoide ativo) é altamente danificado quando se consome carboidratos insuficientes. Um nível baixo de T3 leva a queda do metabolismo e isso faz com que perder gordura seja muito mais difícil. Por essas razões nós podemos ver que consumir carboidratos é necessário se quisermos desenvolver um corpo musculoso. Entretanto, a insulina também tem um lado feio: ela pode promover um acúmulo de gordura assim como reduzir a mobilização e uso desta.
Um nível de insulina cronicamente elevado têm um profundo impacto na capacidade do corpo em aumentar a gordura corporal. Nesse sujeito o excesso de carboidrato pode ser estocado em células de gordura. Então sempre consumir grandes quantias de carboidratos pode levar ao físico do boneco da Michelin.

Então o que podemos fazer?
Para estimular o máximo de crescimento muscular você precisa de carboidratos, e uma quantia relativamente alta. Sem amplas calorias e carboidratos vai ser difícil de acumular tecido muscular, mesmo com elevado consumo de proteínas. Entretanto, comer demais também pode te tornar gordo. Quebra a cabeça né?
O primeiro método utilizado por fisiculturistas era dividir o ano de treino em fases de bulking e fases de cutting: consumindo toneladas de calorias e carboidratos no bulking, e abaixando as calorias a um nível de sub-manutenção quando entram na fase de cutting.
Isso permitiu que muitas pessoas ganhassem muito tamanho, mas a maioria delas perdiam um pouco deste novo músculo durante o intenso período de dieta. Para não mencionar aqueles que eram amaldiçoados por má sensibilidade a insulina e ganhavam mais gordura do que músculos na temporada de bulking. Também, ganhando e depois perdendo 10-15 kg não é exatamente saudável. Coloca muito stress no corpo e pode conduzir a problemas de saúde.
Finalmente. De uma perspectiva estética, engordar 7-10 kg de gordura para o sacrifício de ganhar 4 kg de músculo não é a melhor coisa a fazer. Idealmente, nós queremos ficar bem pelados o ano inteiro, não em alguns selecionados meses. “Desculpa amor, sem a luz acessa neste mês, estou bulkando”. Então as dietas cetogênicas cíclicas começaram a aparecer. Elas eram baseadas relativamente em longos períodos de (de-)privação de carboidratos (normalmente cinco dias seguidos) onde menos de 50 gramas de carboidratos eram permitidos, seguidas por um ou dois dias de carregamento de carboidratos.
Enquanto eram muito efetivas para perder gordura, o longo período sem carboidratos não conduzia à máxima acumulação de músculos. De fato, pelo segundo ou terceiro dia, você já estava em um severo estado catabólico. Com certeza há um rebote anabólico no período de carregamento de carboidratos. Mas não tenho certeza se é suficiente para compensar o resto da semana. O que eu acredito é que é suficiente para prevenir a perda muscular semanalmente, mas não suficiente para promover o máximo de ganho muscular. Finalmente uma terceira abordagem liderada por caras como o Dr.John Berardi começou a ganhar popularidade. A abordagem da dieta era baseada em não consumir muitos carboidratos e gorduras juntos e em consumir carboidratos principalmente durante períodos de elevada sensibilidade à insulina (durante a manhã e após o treino). Então basicamente você tem três refeições com carboidratos e três refeições sem eles todos os dias.
Essa abordagem está muito próxima da perfeição para ganhar massa muscular com o mínimo de acumulação de gordura. Entretanto, eu acredito que isso ainda poderia ser melhorado para ter o melhor resultado em termos de composição corporal.

A solução
A solução que eu (finalmente) vou explicar para você é chamada de carb cycling, mas também poderia ser chamada de calorie cycling. Ela permanece na teoria básica de só ingerir carboidratos pela manhã e depois do treino. A única diferença é que a quantidade de calorias e carboidratos ingeridos irá variar todos os dias. O que isso vai realizar?
- Vai permitir que você inclua o máximo de dias queimando gordura e de dias maximizando a acumulação de tecido muscular cada semana.
- Vai prevenir a desaceleração do metabolismo dando freqüentes picos de calorias.
- Vai favorecer o sucesso a longo-termo porque é relativamente fácil de seguir, especialmente comparada com outras dietas cetogênicas mais restritivas.
Carb Cycling: A estrutura básica.
Ciclar carboidratos é baseado em ter três dias diferentes em nível de consumo de carboidratos por semana: Alto carboidrato, moderado e baixo. Idealmente esses três dias são divididos de acordo com sue plano de treino.
Se você treina 4 vezes por semana:
- Selecione dois dias de prioridade nos treinos. Esses são dias em que você vai treinar grupos musculares que você mais precisa melhorar. Nesses dias você vai consumir altas quantias de carboidrato
- Nos outros dois dias de treino consuma moderadas quantias de carboidrato.
- Nos outros três dias consuma baixas quantias de carboidratos.
Se você treina 3 dias por semana:
- Selecione dois dias de prioridade nos treinos. Esses são dias em que você vai treinar grupos musculares que você mais precisa melhorar. Nesses dias você vai consumir altas quantias de carboidrato
- No outro dia de treino consuma carboidratos moderadamente
- Quanto aos outros quatro dias da semana, você tem um dia de consumo moderado de carboidratos e 3 de consumo baixo.
Se você treina 5 vezes na semana:
- Selecione dois dias de prioridade nos treinos. Esses são dias em que você vai treinar grupos musculares que você mais precisa melhorar. Nesses dias você vai consumir altas quantias de carboidrato
- Nos outros dias de “treino secundário” consuma carboidratos moderadamente.
- Em um dia de treino e os outros dias da semana consuma uma baixa quantia de carboidratos.
Basicamente, esta sentença pode resumir a filosofia do carb cycling: “Coma para o que você fizer e precisar fazer”.

Níveis de calorias e carboidratos
Quando você já tiver estabelecido a sua estrutura básica, você precisara acertar seu consumo de comida apropriadamente, A primeira coisa a fazer é calcular seu gasto calórico diário: o quanto de energia (em calorias) você usa em cada dia. Essa figura de base será usada para acertar seu consumo de calorias e nutrientes durante os vários tipos de dias.
Primeiro Passo: Calculando sua taxa metabólica basal
Sua taxa metabólica basal (BMR) simplesmente significa o quanto de energia seu corpo gasta durante um período de 24h sem nenhuma atividade ser realizada. Em outras palavras, se você ficar inativo por 24h seguidas, você ainda vai queimar as calorias equivalentes ao seu BMR.
Para Homens
BMR = 66 + (13.7 x peso em kg) + (5 x altura em cm) – (6.8 x idade em anos)
Então para um bodybuilder de 30 anos com 100kg e 178cm será:
BMR = 66 + (13.7 x 100kg) + (5 x 178cm) – (6.8 x 30)
BMR = 2122 calorias por diaPara mulheres
BMR = 655 + (9.6 x peso em kg) + (1.7 altura em cm) – (4.7 x idade em anos)
Então para uma garota de 28 anos 60 kg e 165 cm será:
BMR = 655 + (9.6 x 60kg) + (1.7 x 165cm) – (4.7 x 28)
BMR = 1380 calorias por dia

Segundo passo: calcular seu nível de atividade:
A quantidade de calorias encontrada usando a formula de Harris-Benedict é o que seu corpo queima todo o dia, mesmo que você não faça nada o dia todo. Obviamente quanto mais atividades você realiza mais você queima combustível. Então o gasto energético será aumentado quando seu nível de atividade aumenta.
Para conseguir uma estimativa adequada você precisa multiplicar seu BMR por seu fator de atividade:
Fator de nível de atividade
Nível de atividade
1.0
Sedentário
1.2
Super levemente ativo
1.4
Levemente ativo
1.6
Moderadamente ativo
1.8
Altamente ativo
2.0
Extremamente ativo
Ser sedentário significa que você não faz nada o dia todo (assiste TV e dorme o dia inteiro)
Ser super levemente ativo significa que você não faz nenhuma atividade física. Você trabalha no
escritório, no computador, e não faz nenhum tipo de atividade física durante o dia.
Ser levemente ativo significa que você tem um trabalho que não necessita de esforço físico (escritório, escrivaninha, etc.) mas faz algum tipo de atividade física durante o dia, por exemplo, caminhada, mas nada pesado.
Por moderadamente ativo nós queremos dizer que você tem um trabalho que não necessita de esforço físico (escritório, escrivaninha, etc.), faz uma atividade física durante o dia e um treino diário na sua rotina. Aqui é onde a maioria de vocês está.
Por altamente ativo nós queremos dizer que ou você treina e faz um trabalho que exige esforço físico, ou tem um trabalho sem esforço físico e treina duas vezes por dia.
Por extremamente ativo nós queremos dizer que você tem um trabalho bem duro que exige bastante esforço físico e ainda treina.
Então se você é um bodybuilder de 100 kg com um BMR= 2122 e moderadamente ativo, seu gasto energético diário sobe para: 2122 x 1.6 = 3395 calorias por dia. Esta é a quantidade de comida que você deve consumir para manter seu peso.
Terceiro passo: Ajustando seu consumo de calorias para o seu objetivo
Para ganhar músculos você deve ingerir mais calorias do que você está acostumado por dia. Para perder gordura você tem que fazer o oposto. 20% de aumento ou diminuição parece ser o ideal para a maioria dos indivíduos. Não é um drástico aumento/queda, então isso não deve te levar a uma excessiva perda muscular ou não requerido ganho de gordura.
O bodybuilder do nosso exemplo tem um gasto calórico diário de 3395kcal/dia. Se ele quer ganhar massa muscular ele deveria aumentar seu consumo calórico para 4074kcal/dia. Se ele quiser perder gordura ele deve abaixar para 2716kcal/dia.
Note que dependendo do seu tipo de metabolismo e biótipo, você pode precisar ajustar isso. Ectomorfos vão precisar de um aumento calórico maior que 20% para ganhar o máximo de massa muscular (cerca de 30% é o melhor para eles) e eles deveriam abaixar menos para perder gordura (por 10% ao invés de 20%). Endomorfos deveriam aumentar apenas 10% para ganhar tamanho e abaixar 20% á adequado para eles tentarem perder gordura.
Por exemplo, se nosso Bodybuilder for um endomorfo seu consumo calórico deve ser de cerca de 3734 kcal/dia para tentar ganhar massa.

Quarto passo: Acertando o consumo de nutrientes pra dias moderados
O consumo de proteína deve ser o mesmo para os três tipos de dias. Pelo menos um grama por pound de peso corporal é necessário, mas eu recomendo 1.5 por pound de peso corporal para melhores resultados (o que dá 330 gramas de proteína para nosso bodybuilder de 100 kg, ou 220 pounds).
Quando estiver tentando ganhar massa o nível de carboidrato nos dias moderados deve ser equivalente ao de proteína. Nesse caso 330 gramas.
Então agora ele está consumindo 2640 kcal/dia (1320 de proteína e 1320 de carboidrato). Vamos supor que ele é um endomorfo. Se ele quer ganhar massa muscular, seu consumo calórico diário deve ser cerca de 3734 kcal/dia. Então ele tem 1094 kcal/dia para consumir de gordura, preferencialmente de boas gorduras.
Tendo em vista que um grama de gordura tem 9kcal, ele tem 121g de gordura para consumir diariamente.
330g se proteína
330g de carboidrato
121g de gordura
Se ele deseja perder gordura, o consumo de carboidrato deve ser de 1.25g por pound de peso corporal. Para o cara do nosso exemplo seria 275g de carboidratos por dia.
O consumo de proteína deve permanecer o mesmo, 1.5g de proteína por pound de peso corporal. E o resto das calorias deve ser preenchido com gordura.
No caso do nosso bodybuilder endomorfo que deveria consumir 2716kcal/dia para ficar definido, ele terá 2420kcal de proteína e carboidratos então ele terá somente cerca de 300kcal pra consumir de gordura, o que resultará em apenas 33g de gordura.
Recapitulando, nosso bodybuilder endomorfo de 220 pounds querendo ficar definido terá que consumir nos dias moderados:
330g de proteína
275g de carboidrato
33g de gordura
Quinto passo: Acertando o consumo de nutrientes pra os outros dias
O consumo de proteínas e gorduras deve se manter constante durante a semana. Apenas os carboidratos flutuam pra cima ou para baixo. Durante os dias de (mais) alto carboidrato o consumo deve ser de 125% em relação ao consumo dos dias moderados, Durante os dias de baixo carboidrato, o consumo deve ser de 75% em relação aos dias moderados.
Continuando o nosso exemplo:
1) Para ganhar massa:
Dia de carbo alto = 330g proteína, 412g carboidrato, 121g gordura.
Dia de carbo moderado = 330g proteína, 330g carboidrato, 121g gordura.
Dia de carbo baixo. = 330g proteína, 247g carboidrato, 121g gordura.
2) Para perder gordura:
Dia de carbo alto = 330g proteína, 344g carbos, 33g gordura.
Dia de carbo moderado = 330g proteína, 275g carbos, 33g gordura.
Dia de carbo baixo. = 330g proteína, 206g carbos, 33g gordura.
Sexto Passo: Ajustando o seu consumo enquanto a dieta avança
Atenção: Na minha honesta opinião ninguém que está tentando ficar mais musculoso deveria seguir uma dieta restritiva para queimar gordura por mais de 16 semanas seguidas. A maioria das pessoas se dá melhor usando 8-12 semanas de dieta
Mas do que isso e você estará na fronteira para perder massa muscular ou limitar sua capacidade de ganhar massa muscular. Se você não atingiu o grau de definição desejado depois de 12 semanas de dieta, tire 4 semanas de folga (continue a comer comida boa, limpa, mas aumente o consumo de calorias) e depois retome a dieta.
Quando estiver tentando perder gordura você precisará eventualmente de menos calorias do que seu corpo está acostumado para o seu nível de consumo de comida. Com o carb cycling isso é um problema menor pelo fato de que carboidratos e calorias oscilam. Mesmo assim, a cada 3-4 semanas você vai precisar abaixar seu consumo de carboidratos e calorias para continuar perdendo gordura em um bom nível.
Entretanto, você não deve fazer drásticos cortes, essa é a principal razão para as pessoas perderem massa muscular durante uma dieta para perder gordura. Abaixar cerca de 20g dos carbos diários a cada 3-4 semanas. Por exemplo, se você está consumindo 344g, 275g e 206, você reduziria para 324, 255g e 186g. Se a perda de gordura não abaixar o ritmo não há razão para reduzir alguma coisa.
Quando estiver tentando ganhar massa não há modelo estabelecido para aumentar o consumo calórico. Se depois de 2-3 semanas você não estiver ganhando tamanho aumente a proteína e o carboidrato em 25g cada. A princípio este acrescente este aumento a refeição pós-treino, se depois de outras 2-3 semanas não haver mudanças, faça este aumento no café da manha também. Caso você ainda não ganhe massa aumente seu shake pós-treino, etc.

Divisão de refeições

Para maximizar a absorção de comida e favorecer o ganho de músculo sobre o ganho de gordura (ou preservar massa muscular enquanto estiver tentando perder gordura) você deve ingerir 6-7 refeições por dia. Três dessas refeições devem conter carboidratos e proteínas (café da manha, pós-treino imediato e refeição pós-treino). As outras refeições devem ser de proteínas, boas gorduras e vegetais verdes.
O horário ideal para treinar é por volta das 10:00AM. Isso te da a seguinte programação:
Refeição 1 (logo que acordar) carboidratos mais proteínas
Refeição 2 (pós-treino imediato 11:00) carboidratos mais drink de proteínas de recuperação Surge
Refeição 3 (12:30) carboidratos + proteínas
Refeição 4 (15:30) proteína + gordura e vegetais verdes
Refeição 5 (18:00) proteína + gordura e vegetais verdes
Refeição 6 (21:00) proteína + gordura e vegetais verdes
Obviamente nem todo mundo pode treinar nesse horário. Para aqueles que têm que treinar à tarde (entre 17, 18h) essa programação deve ser apropriada:
Refeição 1 (logo que acordar) carboidratos + proteínas
Refeição 2 (10:00) carboidratos + proteínas e vegetais verdes
Refeição 3 (12:30) proteína + gordura e vegetais verdes
Refeição 4 (15:30) proteína + gordura e vegetais verdes
Refeição 5 (pós-treino imediato 18:00) carboidratos + drink de proteínas de recuperação Surge
Refeição 6 (21:00) carboidratos + proteínas
Finalmente para aqueles que devem treinar de manha (08:00AM) deve seguir a seguinte programação
Refeição 1 (logo que acordar) shake de carboidratos + proteínas
Refeição 2 (pós-treino imediato 11:00) carboidratos + drink de proteínas de recuperação Surge
Refeição 3 (12:30) carboidratos + proteínas
Refeição 4 (15:30) proteína + gordura e vegetais verdes
Refeição 5 (18:00) proteína + gordura e vegetais verdes
Refeição 6 (21:00) proteína + gordura e vegetais verdes
*perceba que na última situação nós usamos um shake de proteína e carboidrato de manha. Isso é porque você precisa que os nutrientes sejam absorvidos o mais rápido possível para que a digestão não interfira na intensidade do treino.
Nutrientes por refeição
Como proteínas são ingeridas em todas as refeições, você deve dividir igualmente pelas refeições. Por exemplo, se você consome 300g de proteína por dia, você deve colocar em 6 refeições 55g de proteína.
Gorduras são ingeridas em 3 das 6 refeições e você deve dividi-las igualmente entre elas. Então se você consume 100g de gordura, você irá consumir 33g em 3 refeições.
Carboidratos também são ingeridos em três refeições. Cerca de 50% de seu consumo de carboidratos por dia devem ser consumidos imediatamente no pós-treino, e mais 25% na refeição pós-treino, e mais 25% de manha. Então se você ingere 250g de carboidratos por dia, será 125g de carboidrato no pós-treino imediato, 75g de manha, e 75g na refeição pós-treino.

A escolha dos alimentos
Nós estamos falando em quantidades por enquanto, agora é hora de falar em qualidade! Uma caloria não é uma caloria; nem todas as comidas são criadas igualmente. Para maximizar seus resultados você precisa colocar as coisas certas no seu corpo. Aqui vai uma pequena lista de alimentos apropriados para cada tipo de refeição:
Café da manha (carboidrato e proteína)
Fontes de proteína: clara de ovo Low-Carb Grow atum e frango.
Fontes de carboidrato: fruta (1-2 pedaços para preencher o glicogênio do fígado), farinha de aveia, batata-doce, cereal integral (all-bran), e panqueca (de) “buckwheat”, sem xarope (syrup).
Pós-treino
Surge e arroz para atingir a quantia de carboidratos
Pós-treino 60-90 minutos depois do treino.
Fontes de proteína: Frango, peixe, camarão, cortes magros de carne vermelha, Low-Carb Grow!
Fontes de carboidratos: batata-doce, arroz marrom (integral), tomate, cenoura, cogumelo, grãos de aveia.
Refeições de proteína e gordura
Fontes de proteína: todos os cortes de carne vermelha, peixe, frango, peru, atum, Low-Carb Grow!, ovos, presunto, queijo cottage.
Fontes de gordura: as fontes de proteína acima, óleo de peixe, semente de linhaça.
Vegetais verdes: 100-200g
Conclusão
Se este artigo foi de algum modo mais complexo do que meus trabalhos anteriores, eu peço desculpa. Entretanto, para retirar o máximo da sua dieta, não podemos simplesmente dizer ”voe”. Prestar atenção aos detalhes é importante e com certeza é recompensador num futuro próximo.
Este tipo de dieta tem se mostrado efetiva na maioria dos indivíduos. Na longa estrada, isso te conduzirá à um corpo mais musculoso e definido. Dá trabalho, mas vai recompensar seus esforços.

ENTENDENDO A MEMÓRIA MUSCULAR


Atualmente muitos estudos vêm desvendando os processos da memória. De uma forma geral, todas as informações que utilizamos em nosso dia-a-dia estão relacionadas à memória. São dados novos que precisam ser armazenados, por alguns milésimos de segundo ou por décadas, ou conhecimentos que são recuperados em nossos arquivos cerebrais para dar sentido aos acontecimentos que nos cercam. Esse processo é feito de forma cruzada e simultânea, em que múltiplas memórias estão envolvidas.
Ao ler este texto, por exemplo, o leitor utiliza seus aprendizados de leitura já automatizados, interpreta os grupos de palavras de acordo com conhecimentos preliminares, aprende coisas novas e armazena os significados contidos nos parágrafos anteriores para dar sentido aos posteriores. Enquanto isso, o corpo não se esquece de manter a respiração e a circulação ativas, enquanto os olhos decodificam os símbolos ou letras, que formam as palavras escritas.
Muitas vezes ficamos surpresos com nós mesmos quando temos que realizar alguma tarefa que há muito tempo já não realizamos, e conseguimos as executar com facilidade e muitas vezes com perfeição. Isso acontece porque todos nós temos várias informações armazenadas na nossa memória, que se subdivide em vários tipos, cada uma responsável por um tipo de informação ou um determinado período de acontecimento dos fatos.
Às vezes também nos deparamos com situações novas que temos facilidade em aprender porque já vivenciamos situações parecidas, que nos deram uma base para aprendermos novas tarefas. Isso acontece muito quando relacionamos o exemplo à atividade física, principalmente as esportivas. A esses tipos de informações armazenadas na memória, chamamos de memória muscular, um tipo de memória relacionada com ações musculares aprendidas pelo nosso corpo.
Os processos envolvidos nos vários tipos de memória estão sendo aos poucos desvendados pelos cientistas, mas os estudos não são simples de serem realizados. As descobertas são baseadas, principalmente, em testes com animais ou observações em humanos que possuem lesões cerebrais, frutos de acidentes ou má formação. Antes de falar sobre memória muscular, vamos ver um breve histórico da descoberta da memória, assim como o que é memória, e quais são os seus tipos e suas subdivisões.
UM POUCO DE HISTÓRIA SOBRE A MEMÓRIA
Até meados do século XX, a maioria dos estudos sobre aprendizagem questionava que as funções da memória seriam localizadas em regiões cerebrais específicas, alguns chegando a duvidar de que a memória seria uma função distinta da atenção, da linguagem e da percepção. Acreditava-se que o armazenamento da memória seria distribuído por todo o cérebro.
A partir de 1861, estudos evidenciaram que lesões restritas à parte posterior do lobo frontal, no lado esquerdo do cérebro, chamada de área de Broca, causavam um defeito específico na função da linguagem. Após essa localização da função da linguagem, os neurocientistas tornaram a voltar-se para a hipótese de se localizar a memória.
Wilder Penfield foi o primeiro a conseguir demonstrar que os processos da memória têm localizações específicas no cérebro humano. Penfield havia estudado com o pioneiro em neurofisiologia, Charles Sherrington. Na década de 1940, Penfield começou a usar métodos de estimulação elétrica, idênticos aos usados por Sherrington em macacos, para mapear as funções motoras, sensoriais e da linguagem no córtex humano de pacientes submetidos à neurocirurgia, para tratamento de epilepsia. Penfield explorou a superfície cortical em mais de mil pacientes e verificou que a estimulação elétrica produzia o que ele chamou de resposta experiencial, ou retrospecção, na qual o paciente descrevia uma lembrança correspondente a uma experiência vivida.
Estudos em pacientes com lesão do lobo temporal revelaram dois modos particularmente diferentes de aprendizagem, diferença que os psicólogos cognitivistas avaliaram em estudos com sujeitos normais. O ser humano aprende o que é o mundo apreendendo conhecimento sobre pessoas e objetos, acessíveis à consciência, usando uma forma de memória que é em geral chamada de explícita, ou aprende como fazer coisas, adquirindo habilidades motoras ou perceptivas a que a consciência não tem acesso, usando para isto a memória implícita.
O QUE É A MEMÓRIA
A memória é uma das funções cognitivas mais complexas que a natureza produziu, e as evidências científicas sugerem que o aprendizado de novas informações e os seus respectivos processos de armazenamento causam alterações estruturais no sistema nervoso. A memória é a capacidade de reter, recuperar, armazenar e evocar informações disponíveis, seja internamente, no cérebro (memória humana), seja externamente, em dispositivos artificiais (memória artificial).
A memória humana focaliza coisas específicas, requer grande quantidade de energia mental e deteriora-se com a idade. É um processo que conecta pedaços de memória e conhecimentos a fim de gerar novas idéias, ajudando a tomar decisões diárias. Memória, segundo diversos estudiosos, é à base do conhecimento. Como tal, deve ser trabalhada e estimulada. É através dela que damos significado ao cotidiano e acumulamos experiências para utilizar durante a vida.
A memória tem a função de promover a adaptação do ser ao meio, contribuindo para a sua sobrevivência. No caso dos humanos, “a complexidade é maior pela participação da linguagem, e pela modulação por sentimentos, emoções e estados de ânimo”.
COMO FUNCIONA A MEMÓRIA
Os mecanismos bioquímicos de memória são muito complexos, como muito apropriadamente coloca o pesquisador Iván Izquierdo, um estudioso da área de neurobiologia da memória, “… somos aquilo que recordamos, literalmente. Não podemos fazer aquilo que não sabemos como fazer, nem comunicar nada que desconheçamos, isto é, nada que não esteja na nossa memória…”. “Eu sou quem sou, cada um é quem é, porque todos lembramo-nos de coisas que nos são próprias e exclusivas, e não pertencem a mais ninguém. As nossas memórias fazem com que cada ser humano ou animal seja um ser único, um indivíduo”.
Mas, afinal, por quais mecanismos formamos a memória? Na verdade, há evidências de que formamos memória por mais de um mecanismo bioquímico, dependendo do tipo da memória formada. Há evidências, também, de que os mecanismos pelos quais formamos a memória de um fato (aprendemos), são diferentes dos mecanismos pelos quais a evocamos (lembramos deste fato).
Conseqüentemente, teremos que classificar os tipos de memória, brevemente, e tecer algumas considerações sobre algumas estruturas cerebrais envolvidas na formação da memória.
A partir da década de 1970, a neurociência passou a contar com técnicas de imagem cerebral, como a tomografia por emissão de pôsitrons (PET) e a ressonância magnética funcional (FMRI) que evidenciam algumas áreas envolvidas nos processos ligados à memória. Embora esses recursos tenham contribuído para compreender quais áreas estão envolvidas nas etapas de aquisição da informação, consolidação e evocação (memória, propriamente dita), poucos acreditam que haja uma correspondência direta entre uma região do cérebro com a função que exerce, tamanha é a complexidade do nosso aparelho cerebral.
Quando falamos em memória, insistem os pesquisadores, não falamos em informações que são guardadas intactas, mas fragmentos ou traços que são armazenados e recuperados em forma de memória. “Formamos novas memórias sobre outras mais antigas, eventualmente modificando-as e inventando mentiras verídicas”. Isso equivale dizer que as memórias não são amostras fiéis de fatos reais, mas construções que são modificadas conforme o contexto em que são recuperadas e em meio a um intenso trânsito de sinapses (espaço entre neurônios, onde ocorre a transferência de informações em forma de impulsos elétricos).
Um sem números de cheiros, sabores, objetos, rostos, conhecimentos, sons, tatos, medos, números, comportamentos e cenários vão sendo estocados em nosso cérebro. Ele é capaz de nos remeter à infância, em questão de segundos, quando sentimos um cheiro familiar. Somos capazes de lembrar o momento exato em que aquele perfume fazia parte de nossas vidas. Isso quer dizer que de nada valeria tanta informação guardada se ela não pudesse ser rapidamente recuperada. No momento da evocação de uma memória, forma-se um percurso sináptico em que cada sinapse possui um caminho de reações bioquímicas, como se cada lembrança tivesse uma reação em cascata própria, um trajeto que a localizasse em meio a tantas informações. No caso da evocação, esse percurso é mais curto e mais simples do que na formação de cada memória.
O início da formação das memórias se dá na fase conhecida por aquisição e que consiste na chegada das informações aos sistemas sensoriais (visual, tátil, auditivo, olfativo e gustativo) na forma de estímulos. Os dados que chegam ao cérebro são, então, processados em diferentes regiões e resultam em memórias que podem ser, basicamente, de três tipos, de acordo com a duração. As operacionais ou de trabalho – só têm tempo de permanecer alguns segundos ou minutos em mente, antes de desaparecerem por completo. As outras duas deixam vestígios e seguem em um processo que as consolidarão como memórias de curto ou longo prazo. Nessa fase, iniciada a partir de um período de 1 a 6 horas após a aquisição, há participação da amígdala, do septo, do hipocampo e do córtex enterrinal. As de duração mais curta – que duram de 3 a 6 horas – ocorrem paralelamente às de longo prazo – com duração de 6 horas em diante -, embora haja interação entre elas. As memórias de menor duração precisam recorrer às de maior duração, já estabelecidas, para fazerem sentido e poderão, eventualmente, tornar-se memórias de longa duração.
A formação de memórias, desde a aquisição, passando pela consolidação até chegar à evocação ou lembrança, são processos dependentes da transmissão de informações célula a célula por meio da ajuda de neurotransmissores ou moléculas, que agem no espaço existente entre dois neurônios (sinapses). Essas substâncias são responsáveis por ampliar a comunicação entre as células, uma vez que permitem a ligação de receptores na membrana da célula, que é assim estimulada, provocando o desencadeamento de uma cascata de reações químicas. Entre as muitas reações, os neurotransmissores costumam ativar enzimas (proteínas que aceleram reações químicas), que entram no núcleo da célula, ativando genes que, então, sintetizam proteínas. Essas proteínas estão envolvidas não apenas na formação inicial da memória, mas também no momento de recrutá-las como lembranças, para então serem rearmazenadas.
Os estímulos que o cérebro recebe através dos sentidos promovem uma seleção de combinações neurais, que foram desenvolvidas de modo variável na fase de embrião do organismo, conectadas em ‘mapas’. A estrutura do cérebro e seu funcionamento são, portanto, determinados pelo contexto e pela história do desenvolvimento celular.
A memória depende de nossa capacidade de (re) categorizar os traços de informações, que ocorre na forma de ligações entre grupos neuronais de mapas diferentes, e que é temporariamente fortalecida e constantemente afetada pelas condições emocionais presentes e motivacionais, que podem facilitar ou dificultar seu resgate. Quando ocorrem lesões que impedem o fluxo de informações por um determinado caminho, os neurônios são capazes de fazer novas conexões que permitirão a melhora das capacidades sinápticas, resultando até na recuperação de informações ou performance. A capacidade dos neurônios de se transformar, adaptando sua estrutura ao contexto (plasticidade neural), seria o suporte desse funcionamento da memória.
DEFININDO OS DIFERENTES TIPOS DE MEMÓRIAS
Apesar da existência de vários modelos explicativos para o funcionamento da memória, uma das questões que ainda intriga os pesquisadores é a relação entre a memória de curta e a de longa duração. Alguns defendem que a memória de curta duração seria apenas o início do processo que levaria à formação de uma memória de longa duração. No entanto, a maioria dos resultados obtidos nas pesquisas sobre o assunto tem sinalizado para a existência desses dois mecanismos distintos, funcionando de forma independente, mesmo quando agem na mesma estrutura do cérebro.
Mais importante que definições gerais, para entender a memória humana é fundamental saber os processos que envolvem a aquisição, armazenamento e evocação de cada tipo de memória. Para isso, o primeiro passo é saber que não existe uma memória, mas sim vários tipos de memória que se relacionam para formar “a memória” que usamos no dia-a-dia.
As classificações mais utilizadas para memórias são estabelecidas de acordo com o tempo de duração, função e conteúdo de cada uma delas. E, ao contrário do que se pensa comumente, o processo de memória não acontece apenas quando apreendemos algo novo (arquivamos), ou lembramos de algo (recuperamos). Há também a memória de curto prazo ou memória de trabalho, que alguns pesquisadores preferem não chamar de memória, mas sim de central de gerenciamento.
Quanto ao seu conteúdo, as memórias podem ser classificadas como “declarativas”, que são aquelas que conseguimos verbalizar, como um fato; e “não-declarativas” ou “de procedimento”, que são aquelas memórias que não conseguimos verbalizar. Na segunda categoria (memória “de procedimento”) incluem-se atividades motoras complexas (memória muscular), como dirigir um automóvel, tocar piano, andar de bicicleta, etc… O aprendizado e a formação desses dois tipos de memória dependem basicamente de estruturas cerebrais diferentes. As memórias de procedimento são menos estudadas, porque parecem ser menos suscetíveis ao esquecimento. Assim, pacientes com dificuldade de lembrar fatos podem, com freqüência, não ter dificuldade para dirigir um carro ou andar de bicicleta.
As memórias declarativas, por outro lado, são bastante estudadas e são classificadas quanto ao seu tempo de duração como imediata ou de trabalho, de curta e de longa duração.
A memória de trabalho pode ser ilustrada como a memória de um número de telefone que consultamos na lista telefônica, e que geralmente esquecemos logo após tê-lo digitado. Este tipo de memória não deixa “traços”, ou seja, não forma “arquivos”; e parece depender da atividade elétrica de células de uma região cerebral denominada córtex pré-frontal. Pelo fato da memória imediata não deixar traços é que, antes do aparecimento da tecla de “re-discar” nos aparelhos de telefone, tínhamos que consultar a lista telefônica tantas vezes. A memória de trabalho é responsável por gerenciar nossa realidade, ela determina se a informação é útil para o organismo e deve ser armazenada, se existem outras informações semelhantes em nossos arquivos de memória e, por último, se esta informação deve ser descartada quando já existe ou não possui utilidade.
As memórias de curta duração (que duram poucas horas) e as memórias de longa duração (que duram meses, ou anos), por outro lado, formam “traço” de memória. O período em que ocorre a formação do traço de memória é chamado de período de “consolidação”. Durante esse período (que na memória de longa duração corresponde a algumas horas após o aprendizado), a memória é lábil e sensível a vários tratamentos (fármacos e drogas de abuso, por exemplo) ou eventos, como um traumatismo craniano. Assim, quando sofremos um acidente de carro em uma viagem, é freqüente que esqueçamos não só de como aconteceu o acidente, mas também de eventos que tenham ocorrido alguns minutos antes do mesmo, como uma parada para abastecimento do carro, por exemplo.
Há que se considerar, também, que a evocação da memória não é tão somente a “reativação” do traço de memória. É freqüente que, quando evocamos uma dada memória, somente parte dela seja restituída, ou podemos confundir pensamentos e associações ligadas diretamente à memória evocada. Assim, o processo de evocação da memória implica também em uma “reconsolidação” da memória prévia, uma vez que a informação armazenada é modificada durante a sua evocação. Isto avança um pouco o conceito de memória, porque faz com que o traço de memória seja suscetível a transformações. De fato, a memória é extremamente dinâmica, e conforme afirmam estudos, “lembrar implica num processo ativo de reconstrução e não se assemelha a assistir a uma fita de vídeo do passado”. Enfim, tão dinâmica quanto a própria memória, é a plasticidade cerebral que a acompanha, a qual parece ser o mecanismo pelo qual aprendemos e lembramos.
As memórias referenciais também podem ser classificadas de acordo com seu conteúdo como é o caso da memória declarativa, que se subdivide em memórias declarativas episódicas, quando se referem à lembrança de algo que assistimos ou vivenciamos, incluindo o contexto espacial e temporal de eventos, bem como as emoções envolvidas e as memórias pessoais; ou declarativas semânticas, quando são referentes a noções gerais adquiridas de forma indireta, ou seja, é uma memória de conceito de informações, como a lembrança de um livro que lemos. As principais áreas responsáveis pelas memórias episódicas e semânticas são o hipocampo e o córtex entorrinal.
As memórias referentes a hábitos como andar de bicicleta, saltar e soletrar, são chamados de memórias procedurais ou de procedimento. Estas podem ser explícitas, adquiridas com plena consciência; ou implícitas, como a maioria das memórias procedurais, adquiridas de maneira involuntária. A memória de procedimentos é a capacidade de reter e processar informações que não podem ser verbalizadas. Ela é mais estável, mais difícil de ser perdida.
Os psicólogos e neurologistas distinguem memória declarativa da memória não-declarativa (ou memória procedural). A grosso modo, a memória declarativa armazena o saber que algo se deu, e a memória não-declarativa o como isto se deu. Aprendemos sobre o que é o mundo adquirindo conhecimento sobre pessoas, lugares e coisas, que é acessível à consciência, usando uma forma de memória que é em geral chamada de explícita. Ou aprendemos como fazer coisas adquirindo habilidades motoras ou perceptivas a que a consciência não tem acesso, usando a memória implícita.
“Os sistemas de curto e longo prazo de memória estão ligados, transferindo informações continuamente de um para outro. Quando necessário, o conteúdo da memória de longo prazo é transferido para o armazenamento da memória de curto prazo. O sistema de curto prazo ou memória de trabalho recupera as memórias, tanto de curto quanto de longo prazo”.
RESUMINDO A MEMÓRIA MUSCULAR
A memória muscular esta relacionada com a memória procedimental, ou seja, é a memória dos atos motores, do saber fazer alguma coisa. É a memória para hábitos ou habilidades, ela esta ligada a aquisições de vivências (experiências) que fornecem ao indivíduo a capacidade de evocar as experiências passadas, ou seja, resgata as informações do comportamento motor para dar conta, da melhor maneira possível, de uma necessidade imposta ao indivíduo, para realizar um evento no tempo presente.
Ela esta relacionada ao condicionamento clássico, como a calistenia, ou seja, aqueles exercícios esteriotipados que você aprende a fazer por repeti-lo várias vezes. É uma memória ativa por determinados estímulos que quando ocorrem te faz agir mecanicamente.
Você usa a memória muscular, em praticamente todos os momentos da sua vida, tanto de forma consciente quanto inconsciente, tudo vai depender de quanto de atenção você necessita para realizar uma determinada ação.
ATÉ QUANDO A MEMÓRIA MUSCULAR É VÁLIDA
A memória muscular está contida na memória procedural ou de procedimentos, e como foi visto nos parágrafos acima, este tipo de memória é difícil de ser perdida, como é o caso que acontece nos esportes e outros vários gestos motores, que mesmo ficando um longo tempo sem realizar determinados gestos ou movimentos, conseguimos fazê-los com facilidade se estes foram uma vez aprendidos, pois eles ficam armazenados em nossa memória procedimental, e ao tentarmos realizá-los novamente, evocando esta informação, acabamos por fazer um reconsolidação da informação e recomeçamos a realizar os determinados movimentos de forma meio descordenada, precisando apenas de prática para aperfeiçoá-los.
Outro caso em que vemos as vantagens da memória muscular é dentro das academias, na área da musculação. Quando comparamos o processo evolutivo de dois indivíduos que estão iniciando um programa de treinamento, com a mesma rotina de treino e a mesmas cargas, sendo que um indivíduo esta treinando pela primeira vez, enquanto o outro já treinou no passado e está há um bom tempo afastado. Inicialmente podemos até não perceber nenhuma diferença entre estes dois indivíduos quando eles começam a rotina de treino, porém logo após o início, o indivíduo que já possui uma base na musculação, começa a evocar as informações contidas na sua memória procedural e começa a realizar os exercícios com maior perfeição, conseguindo assim aumentar as cargas com maior facilidade, e conseqüentemente, tem um feedback muscular antecipado em relação ao indivíduo que nunca praticou musculação. Este talvez seja o motivo pelo qual desenvolvemos rapidamente quando voltamos a malhar.
A MEMÓRIA MUSCULAR PODE GERAR EFEITOS NEGATIVOS PARA NÓS?
Existe uma situação em que a memória muscular não é benéfica pra nós, isto acontece principalmente quando a relacionamos com acidentes, traumas e lesões. Nas lesões, a memória muscular muitas vezes acaba indo contra nós mesmos, ou seja, as pessoas ficam tensas ou mostram outros sinais psicológicos quando simplesmente perguntadas sobre as suas lesões, ou quando tentamos tocar o local lesionado, isto é conhecido como memória emocional.
Porem, existe um processo desenvolvido por estudiosos da área para reverter esse mecanismo. O processo de lesão nos esportes, desenvolvido por Tim Hallbom e Suzi Smith, permite a substituição da memória muscular da lesão por alguma outra memória que não envolva trauma. O efeito disso é que a dor e os sintomas psicológicos reduzem ou mesmo desaparecem, permitindo uma recuperação mais fácil e mais rápida da lesão.
Muitas vezes os atletas têm uma memória precisa das vezes em que algo saiu errado, bem como de quando atingiram um resultado conveniente. Esse desenvolvimento utiliza as suas estratégias existentes a fim de mudar o comportamento indesejado para algo aproveitável e valioso. Para os atletas, é desejável manter a sua disposição e a seqüência do processo, pois isso resulta numa mudança mais rápida e mais fácil.
Os atletas desenvolvem uma boa memória muscular e aumentam a sua coleção de informações com práticas constantes e treinamentos. Algumas vezes, eles conservam uma memória muscular que não é aproveitável, ficando inconscientes de que isso pode impedir uma melhora no desempenho.
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Raphael Lorete
CREF 9576-G/RJ
Graduado em Educação Física
Pós-Graduado em Musculação e Personal Trainner
Fonte: http://www.saudenarede.com.br
 

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